quarta-feira, abril 1, 2026
22.9 C
Vitória
quarta-feira, abril 1, 2026
quarta-feira, abril 1, 2026

Leia Também:

Discurso de ocasião

Educação, juventude, austeridade, meio ambiente. Do início do processo até aqui, o governador Paulo Hartung (PMDB) já abriu um leque de temas a serem tratados como bandeiras políticas, mas que ainda não encaixaram como um grande discurso de seu mandato. Falta aquele elemento que consiga agregar todos em torno de um discurso de unidade política. 
 
Durante sua campanha eleitoral, Hartung usou o discurso da educação. Havia construído esse palanque durante os quatro anos que esteve fora do governo, com uma coluna semanal no jornal A Gazeta, falava de forma abstrata sobre o tema e o adotou como bandeira de campanha.
 
No período de transição, Hartung intensificou o discurso do  caos. Na tentativa de desidratar seu adversário campanha, Renato Casagrande (PSB). A intenção era colocar no antecessor o rótulo de incompetente e irresponsável com as finanças do Estado. 
 
Mas com a aprovação das contas de Renato Casagrande pela Assembleia e os cortes no Orçamento, inclusive, na pasta de educação, esse discurso também perdeu o sentido. Hartung também prometeu novidade no governo, disse que apostaria na juventude, mas na composição do secretariado, o discurso também foi por água abaixo, já que a equipe traz nomes remanescentes dos seus dois governos anteriores.
 
Agora o governador adota o discurso “ambientalista”. Não dá para acreditar que depois de tantas concessões para as poluidoras do Estado Hartung um dia acordou ambientalista. O discurso se encaixa em uma demanda da população, que, aliás, é antiga, mas também não é um discurso que deve se perpetuar no governo. Logo terá de ser substituído por outro. 
 
Hartung vem encontrando dificuldade em realinhar seu arranjo para garantir uma governabilidade. Como não tem mais aquele poder de retaliação de antes, agora tem que garantir a unidade com o movimentação política. Qual será a próxima bandeira de Hartung?
 
Fragmentos:
 
1 – Nesta história de combate à seca no Estado, o processo de perseguição ao cidadão comum já começou, sobretudo pela imprensa corporativa. Mas as mudas de eucalipto e as pelotas de minério continuam com seu consumo habitual.

 

2 – Rodney Miranda (DEM), no melhor estilo “vigiar e punir”, fez batida nos lava-jatos de Vila Velha na manhã dessa quinta-feira (29). Enquanto isso, a vala feita às pressas na restinga da Barra do Jucu, no ano passado, continua aberta. 

3 – É esperar o retorno dos vereadores do recesso para saber se a aproximação de Luciano Rezende (PPS) com o governador Paulo Hartung (PMDB) acalmou os ânimos na Câmara de Vitória. 

Mais Lidas