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Discurso de ocasião

Com exceção dos deputados federais petistas Helder Salomão e Givaldo Vieira, os parlamentares da bancada capixaba no Congresso Nacional passaram todo o processo de impeachment esbravejando contra Dilma Rousseff. Veio a roda do tempo, Michel Temer (PDMB) conseguiu assumir o comando do País e todos comemoraram efusivamente. Tanto na Câmara (menos Helder e Givaldo) como no Senado, os votos do Estado foram “sim” para a saída da presidente eleita. Já no cargo de presidente, Temer anunciou seu time de ministeriáveis e fusões de pastas. Pipocaram críticas de todos os lados: pelas escolhas e pela decisão de acabar com secretarias importantes. A bancada capixaba nada disse, ou, se alguém disse, foi de maneira muito tímida (menos Helder e Givaldo). Aí, explode a bomba envolvendo Romero Jucá (PMDB-RR), o ministro de Planejamento escolhido a dedo por Temer, e agora exonerado por livre e espontânea pressão. O jornal A Tribuna desta terça-feira (24) ouviu dez dos 13 parlamentares da bancada sobre os áudios vazados de Jucá, que respingam para todos os lados. E qual é o discurso da vez? “Eu avisei”, “não deveria ter indicado Jucá”, “fui contra desde o início”…Ah, “tá”!
Oi?
O único que tentou dar uma amenizada pro lado de Jucá foi o deputado federal Carlos Manato (SD). Aliás, tentativa fraquíssima. Manato diz em A Tribuna que muitas das falas reveladas nos áudios foram “forçadas”, programadas”…
Direto e reto
Do deputado estadual Sérgio Majeski nas redes sociais: “Eu não partidarizo corrupção e não defendo corrupto de partido nenhum, nem do meu. Aécio já foi citado em várias situações da operação Lava Jato, inclusive nas gravações de Jucá. Espero que a PF e o MPF investigue minuciosamente todas as suspeitas sobre ele e outros do PSDB que vierem a ser citados, e que se forem culpados que sejam presos e condenados”. Algum outro tucano disposto a se posicionar?
Seguro
Nessa polêmica de desembarque do governo federal, pelo menos um capixaba parece não correr risco de “cair”, apesar de ocupar uma cadeira pra lá de cobiçada. É Antônio Carlos Ferreira, vice-presidente Corporativo da Caixa Econômica Federal desde 2014. Ele estaria até migrando para o PMDB, do presidente interino Michel Temer. 
Seguro II
Antônio Carlos sempre manteve relações políticas com o PT e era aliado do ex-diretor do BNDES, Guilherme Lacerda. Desta maneira, foi alçado ao cargo de superintendente regional da Caixa no Estado por dez anos, de onde saiu para o atual cargo, nomeado por Dilma Rousseff. Na vice-presidência, entrou como cota do PMDB, mas, naquela época, as siglas ainda estavam “juntas e misturadas”. No mercado, ainda é considerado cargo do PT.
Seguro III
Com a entrada no PMDB, Antônio Carlos pula para as bandas do irmão Paulo Roberto, secretário da Casa Civil e aliado de primeira linha do governador Paulo Hartung.
Segundo plano
Por falar no governador, mais uma vez ele trocou seu protegido político, o prefeito de Vila Velha Rodney Miranda (DEM), por “outro”. No Dia D das comemorações do aniversário do município canela-verde, nessa segunda-feira (23), não desfilou ao lado do demista. Preferiu fazer marketing pessoal lá no Rio Grande do Sul.
Marcando território
O tucano Luiz Paulo Vellozo Lucas, candidato à prefeitura de Vitória, realiza mais um encontro com “moradores, lideranças e amigos” na noite desta terça-feira (24), desta vez, no Recreio dos Olhos, às 19 horas. Outro dia, ele fez articulação semelhante em Jardim da Penha.
Pressão
Os vereadores da Comissão de Justiça da Câmara de Linhares devolveram à Mesa Diretora, sem emitir parecer, o projeto que trata da privatização do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae). Estão entre a cruz e a espada: a população e os trabalhadores do Saae rejeitam a proposta da prefeitura de entregar o serviço à iniciativa privada.
140 toques
“O Jucá também foi para as ruas de verde e amarelo defender o impeachment e o fim da corrupção. E agora???”. (Deputado federal Helder Salomão – PT – no Twitter).
PENSAMENTO:
“Democracia neste país é relativa, mas corrupção é absoluta”. Paulo Brossard

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