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Disfarce

A estratégia da classe política capixaba tem sido a do disfarce em relação à eleição do próximo ano. A maioria já está com as articulações a todo vapor, mas finge que não. A estratégia é não antecipar uma definição, porque isso deixa a candidatura fragilizada. Mas, nos bastidores, a coisa anda fervendo, e nos discursos as mensagem estão sendo endereçadas aos eleitores. 
 
Na Assembleia Legislativa, por exemplo, os deputados terceirizam os ataques aos adversários políticos. Em uma dinâmica de “uma mão lava a outra”, direcionam as críticas aos gestores municipais para a base dos colegas de plenário que devem disputar no próximo ano. Metade dos deputados deve disputar as eleições municipais.
 
Na Câmara a situação não é diferente. Os deputados estaduais desconversam quando o assunto é eleição 2016, mas metade da bancada capixaba está de olho nas disputas municipais. Também estão os deputados se movimentando com emendas e críticas aos gestores, para preparar o terreno. 
 
Os discursos são bem evidentes que têm um viés da eleição do ano que vem. A diferença é que em vez do palanque, os parlamentares usam e abusam das TVs que transmitem as sessões ordinárias. Aí também vale artigo publicado em jornal, publicações nas redes sociais, e as indiretas de aliados políticos com os indutores de votos. 
 
Os prefeitos também não ficam atrás, se movimentam politicamente na busca de alguma coisa que tire os adversários da disputa. Paralelamente, correm o pires no Palácio Anchieta, para tentar dar uma acelerada na gestão e apresentar obras e serviços para a população. 
 
Com o discurso da crise, não precisa ser gênio para saber quem está levando a pior nessa batalha. De um lado os prefeitos eleitos em 2012, e do outro deputados eleitos recentemente. De um lado gestores com a caneta na mão, e do outro legisladores, que têm a prerrogativa da cobrança. 
 
 
Fragmentos:
 
1 – O deputado federal Max Filho (PSDB) postou uma foto nas redes sociais fazendo nebulização, um tratamento para um problema de otite que o tucano vem enfrentando. Esse problema, inclusive, fez com que ele não estivesse presente na votação do projeto da terceirização na semana passada.
 
2 – Se a discussão eleitoral para o PT visando à disputa de 2016 já estava complicada, com a prisão do tesoureiro do PT, João Luiz Vaccari, a repercussão para o partido no Estado deve ser ainda pior.
 
3 – Representantes dos movimentos do ato de domingo (12) no Estado estiveram em Brasília nessa quinta-feira (15), para entregar o a pauta das manifestações aos parlamentares no Congresso Nacional.
 
 
 

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