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Dois anos de entregas

A eleição do próximo ano vai ser muito disputada nos 78 municípios do Estado, não há dúvida disso. Com o desapego da sociedade em geral pela política e os gestores na mira da população, muita gente pode ficar pelo caminho. 
 
Quem tem direito à reeleição, como é o caso de todos da Grande Vitória, e quem está encerrando o segundo mandato e quer eleger o sucessor, buscam formas de agradar o eleitor, extremamente insatisfeito. Agora vão ter de buscar apoios políticos certos e consertar arranhões na imagem para o próximo ano, isso tudo em meio a um monte de incertezas sobre o processo político. 
 
A tendência, neste sentido, é que tenhamos um ano de entrega a partir deste segundo semestre até o limite da legislação eleitoral, abril do próximo ano. O que vai se ver de entrega de obra (inacabada) e ordem de serviço, não estão no gibi. Mas utilizar desse mecanismo demanda dinheiro, e o que os gestores dizem, é que dinheiro não tem. 
 
Se não chegar recursos, os candidatos que estão à frente das prefeituras vão ter que usar a lábia para convencer o eleitor de que a gestão foi feita com o que tinha. Mas quem prometeu uma gestão totalmente diferente, ou seja, foi eleito com o discurso da mudança, vai ter mudança mesmo para mostrar?
 
Tem que ver também se os adversários vão poder fazer promessas para um futuro incerto ou vão ficar apontando o dedo para quem se elegeu com esse discurso de mudança. Só isso vai garantir a eleição dos candidatos. Se a seca de recursos continuar, os candidatos vão ter que procurar uma outra dinâmica eleitoral. Só promessas, sem nada para mostrar, não vão adiantar. 

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