Desde sua chegada à Presidência da República, Dilma Rousseff promoveu uma série de medidas que mexeram com a estrutura trabalhista, exemplo disso, foi a regulamentação do trabalho doméstico. Fora algumas reclamações das madames, não houve movimentação do movimento sindical no sentido de fazer uma defesa desse importante avanço para as leis trabalhistas no Brasil.
A ampliação do seguro desemprego no valor e no tempo do benefício foi outro avanço importante para a sociedade e mais uma vez o que se viu foi um profundo silêncio do movimento sindical, enquanto o empresariado reclamava.
Agora, a questão é a corrupção e os ânimos estão exaltados. O movimento sindical para a defesa do governo do Partido dos Trabalhadores faz um ato público minguado em dia equivocado que mais prejudicou a imagem do governo do ajudou.
Da para entender por que o movimento faz essas manobras equivocadas. Enquanto o governo faz avanços na área que deveria ser de atuação do movimento. Enquanto o governo faz medidas amplas, muitos diretores de sindicato preferem negociar, por baixo dos panos com o patrão. Preferem a política do toma lá, dá cá.
Alguns preferem negociar o seguro desemprego e continuar trabalhando, tudo esquematizadinho. Essas práticas não contribuem em nada para o movimento sindical, não caracterizam ganho para o trabalhador, apenas para meia dúzia de dirigentes que insistem em se perpetuar no poder, gerenciando um sindicado cada vez mais esvaziado.
A defesa do governo do PT não é uma questão de poder é uma questão de defesa das garantias dos direitos dos trabalhadores. Mas para que o sindicato possa se libertar dessas amarras, o governo precisa fazer mais uma importante mudança. Apenas o fim do imposto sindical, uma luta antiga do movimento, vai dar autonomia necessária para que as mudanças possam acontecer de dentro para fora, ou seja, de dentro do menor sindicato até as grandes centrais.
Ou isso acontece ou estará tudo perdido. Quando o movimento sindical perceber o que está acontecendo será tarde demais e a elite estará novamente no poder.
Acorda, trabalhador!