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E a Reforma?

Durante o ano de 2013, o Congresso Nacional discutiu vários pontos que seriam a delineação da Reforma Política. O ano terminou, o período eleitoral se aproxima e nenhuma mudança substancial foi aprovada. O motivo disso é que deixando na mão dos políticos, não vai sair nada que beneficie a população mesmo, já que isso acarretaria cortar na carne. E isso eles não vão fazer.
 
O interessante é que desde 2003, quando o governo do PT começou, não se viu uma articulação forte do movimento sindical, no sentido de cobrar uma reforma que insira a população no processo político. E o motivo também é conhecido. Isso implicaria que os dirigentes sindicais saíssem de sua zona de conforto. Para defender uma reforma política, o sindicato teria que também passar por um processo de reforma. 
 
Mas o que se vê cada vez mais são mudanças internas que aumentam o benefício dos dirigentes. Assim como no Congresso, remendos nos regimentos são feitos para perpetuar o poder de quem está à frente das instituições representativas. Da mesma forma que isso afasta a população da política, aumentando sua resistência ao sistema político do Brasil, as mudanças nos sindicatos afastam cada vez mais as categorias das entidades. 
 
Muda-se estatuto, burla-se eleição, irregularidades são cometidas e a oposição é reprimida. Assim como no campo da política institucional, no movimento sindical a interferência do Capital é cada vez maior e é em função dele que gira toda a atividade do movimento. As discussões com o patrão ganharam uma nova configuração. O trabalhador, assim como o eleitor fica em segundo plano. As promessas de campanha são esquecidas em troca de uma articulação de grupo.
 
Com a proximidade do processo eleitoral é o momento do cidadão tomar consciência de que os problemas de representatividade não estão apenas no Parlamento e no Executivo. As instâncias de representação como um todo devem ser rediscutidas. No campo da disputa políticas é preciso um justo sistema eleitoral e uma fiscalização maior do trabalho dos políticos.

No campo sindical é preciso o apoderamento do trabalhador de sua instância representativa, tirando do comando quem está se perpetuando e discutindo novas formas de trabalho ou que o próprio Congresso crie regras para a sucessão dentro das instituições. 

 
Do jeito que está é que não pode continuar. A coluna defende dois mandatos para dirigentes sindicais e só. 

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