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E agora, sindicato?

O movimento sindical vive um marco em sua história. A partir da tentativa de golpe no governo do Partido dos Trabalhadores, ficou claro que é preciso mudar a estratégia de ação, não dá mais para ficar sentado em cima do muro esperando que as coisas caiam no colo da classe trabalhadora. Não vão cair, muito pelo contrário, o risco de se perder o que se conquistou até aqui é evidente.
 
O momento, por mais complicado que pareça, é uma boa oportunidade para a reflexão. Em situações de crise, geralmente, as buscas por soluções parecem ser mais favoráveis. Os desdobramentos da tentativa de golpe e do ódio da elite pela luta de classes estão colocados à mesa e é preciso um posicionamento firme, ou tudo estará perdido. 
 
No entendimento da coluna, o correto seria uma mudança geral. Uma faxina nos comandos de cima e de baixo. Mas esse tipo de mudança flerta com o impossível, diante do fato de que ela dependeria do desapego das atuais direções pelo poder. Isso não vai acontecer. 
 
Resta esperar que essas lideranças escolham um caminho e o único caminho parece ser pela esquerda. Nos últimos anos, porém, o comportamento parece ser o contrário. Na busca pela permanência no poder, muitas lideranças se venderam ao capital, negociaram de forma individualizada com o empresariado, deixando de lado quem realmente importava nesse debate: o trabalhador. 
 
Agora o cenário que se apresenta é da iminência de um retrocesso sem precedente na historia de luta da classe trabalhadora brasileira. Ou os sindicatos se unem e começam a pressionar suas lideranças a tomar uma atitude ou tudo estará perdido mesmo. 
 
Um bom exemplo disso vem daqui mesmo, do Espírito Santo. Hoje se discute dentro do PT a necessidade de o partido deixar o governo Paulo Hartung (PMDB), sair de um governo que, aliás, não deveria sequer ter entrado. Em meio à discussão, vemos os sindicatos pressionarem seu representante nesse jogo, o deputado estadual e ex-presidente da CUT-ES, José Carlos Nunes para que se posicione e mesmo com a pressão das categorias e das demais correntes petistas, ele resiste. Mas até quando? E a troco de quê? 
 
É hora de decisão. 

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