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E aqui, tá certo?

A condenação do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) e a empresa Michelin pela Justiça fluminense a ressarcir aquele estado valores de ICMS que deixaram de ser pagos por causa da concessão de incentivos fiscais animou os servidores públicos do Espírito Santo, que cobram na Justiça o posicionamento no governo Estado sobre o pacote e incentivos concedido às empresas.

Por aqui, a coisa é ainda mais complicada. Com a mudança da Constituição Estadual, que permite hoje esconder quem está recebendo beneficio, de quanto é e qual o motivo da concessão, a sociedade perde o direito de saber quanto está deixando de entrar nos cofres públicos.

Paralelamente, Hartung amplia sua imagem para fora do Estado como grande gestor ao fazer cortes em áreas essenciais, alegando cofre vazio. Continua fazendo viagens internacionais, para atrair grandes plantas industriais, com as mesmas propostas de isenção fiscal. Ao povo, justifica essa medida com promessas de geração de empregos, que no fim das contas nunca se concretizam, ou pelo menos, não na mesma proporção da isenção.

A coisa é grave sim. Se não fosse, não haveria uma movimentação tão grande do Palácio Anchieta para conseguir arquivar o pedido de impeachment do governador na Assembleia Legislativa. Ele conseguiu e para fora do Espírito Santo vem vendendo a ideia de que as insatisfações vem de meia dúzia de gatos pingados. Mas não é bem assim. Só o funcionalismo público concentra cerca de 20 mil servidores, que tem famílias e amigos.

Para os prefeitos eleitos, o discurso já está pronto. Muda a fórmula, mas o cerne é o mesmo. Cautela porque não tem recurso. Enquanto fecha a mão para dentro do Estado, o governador abre a mão para a entrada da iniciativa privada até nas questões que são inerentes do Estado, como educação e saúde.

Hartung prepara seu caminho fora do Espírito Santo, mas qual o legado que vai deixar para seu sucessor? Um Estado mínimo, concentrado na Grande Vitória e sem saída para desenvolver o interior. Mais uma vez, o governo de vitrine deixa de lado interesses públicos em nome da criação de uma imagem subjetiva que tem funcionado no Estado desde 2002.

Fragmentos:

1 – Oriundo de Colatina, no noroeste do Estado, o deputado estadual Josias Da Vitória (PDT) nesta eleição se tornou uma liderança escoteira. Circulou por 71 municípios e contabiliza 31 prefeitos por ele apoiados vitoriosos e participa de três dos quatro segundos turnos que estão sendo disputados na Grande Vitória.

2 – Depois dos jovens e das mulheres, qual será o próximo segmento a se encontrar com o governador Paulo Hartung (PMDB)? É o questionamento da classe política. Aliás, muda o grupo permanece o discurso: cautela com os gastos.

3 – As últimas eleições para presidente do PSDB de Vitória tem causado muita dor de cabeça para a Executiva Estadual. A possibilidade de intervenção da nacional, tirando Wesley Goggi do comendo do diretório da Capital não é um episódio inédito. Antes disso, a gestão do então tucano Luiz Emanuel Zouain também foi cheia de percalços.

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