O movimento sindical tem uma importância fundamental na transformação social. Estrategicamente, se os sindicatos instruem os trabalhadores no padrão cultural, na política, ele capacita a população para essa transformação. Foi com esse pensamento que as centrais foram criadas.
Mas há muito tempo o movimento sindical deixou de cumprir esse papel. A medida em que foi excluído dos processos de elaboração das políticas sindicais, passando a ter apenas um papel homologatório das decisões da cúpula do sindicato, o trabalhador se alienou desse processo.
Ao se apoderar das Sipas e das comissões de negociação salarial, as discussões deixaram de ser coletivas e passaram a ser restritas entre direção sindical e empresariado. Ao trabalhador só é levada a decisão já tomada.
A consequência de o movimento sindical não investir nessa formação da base tem reflexos na queda de qualidade do trabalho desenvolvido pelo Partido dos Trabalhadores e no esvaziamento não só das centrais, como do próprio sindicato. Sem a mobilização do trabalhador, não há envolvimento político e o sindicato cai em descrédito.
O movimento surgiu com a ideia de disseminar na classe trabalhadora a ideia da luta de classe e a difusão do socialismo. Mas com a luta de poder interna nos sindicatos e a adesão às propostas do patrão o que o sindicato vem fazendo é contribuir cada vez mais para a mais-valia. E faz um capitalismo pequeno, mesquinho em que quem sempre sai perdendo é o trabalhador.
Quando o Partido dos Trabalhadores chega ao ponto máximo da política institucional no Brasil e está nele há mais de uma década, o que se vê é o movimento sindical perder essa chance de fazer cumprir as propostas sindicais-partidárias e ir na contramão da história.
A solução é a formação do trabalhador e é agora ou nunca!

