O processo eleitoral de 2016 já está na rua. As articulações dos grupos dos prefeitos e de seus prováveis adversários ainda no início de 2015 antecipam disputas acirradas em todo o Estado. As crises econômica e, sobretudo, política do País podem até ser um elemento a mais, no entanto, o campo municipal será ocupado por questões bem locais.
Nestes primeiros meses do ano, já estouraram três crises locais que desenham o cenário de 2015. A possibilidade de a Câmara de Linhares vir a rejeitar as contas do ex-prefeito Guerino Zanon (PMDB), referentes a 2011, desencadeou uma briga de bastidores que ganha um capítulo novo a cada dia.
Em Itapemirim, no litoral sul do Estado, a batalha está sendo travada entre o prefeito Luciano Paiva (PSB), que vai buscar a reeleição, e o presidente da Assembleia, Theodorico Ferraço (DEM), que não mede esforços para eleger a mulher, a ex-prefeita Norma Ayub (DEM) para a prefeitura no ano que vem. E a briga entre os dois grupos é pesada.
No município da Serra, a discussão também começa a esquentar pela briga por emendas da bancada federal. O grupo do prefeito acusa o deputado federal Sérgio Vidigal (PDT), ex-prefeito, de não contemplar o município com verbas. O grupo de Vidigal rebate dizendo que a ex-deputada Sueli Vidigal colou muito dinheiro no município, que foi perdido por falta de projeto.
Essas batalhas de grupos políticos devem se estender pelos 78 municípios do Estado, fruto da disputa eleitoral de 2014, que polarizou a disputa entre Renato Casagrande (PSB) e Paulo Hartung (PMDB), o primeiro com o apoio dos prefeitos e o segundo agindo com os adversários.
Neste sentido, há de se avaliar a participação dessas duas lideranças no processo do próximo ano. Uma medição de força que mexe com o jogo de poder do Estado e terá repercussões também em 2018, quando ninguém sabe o que pode acontecer.
Evidentemente, as quatro principais cidades da Grande Vitória, Serra, Vitoria, Vila Velha e Cariacica, vão estar no centro da disputa, afinal, é nesta região que mora a maior parte do eleitorado capixaba.
Sem dúvida, a disputa na Capital também terá outro peso. Por enquanto, Luciano Rezende (PPS) só tem um adversário: o deputado federal Lelo Coimbra (PMDB), que estaria em plena campanha, como observa o mercado político. A crise política nacional coloca em xeque a candidatura do ex-prefeito João Coser (PT) e as sucessivas derrotas do PSDB devem fazer o partido refletir a entrada na disputa.
Daqui até o início do processo eleitoral, em meados de 2016, muita coisa pode acontecer, mas que os competidores já estão se aquecendo para a disputa, isso estão.

