Está difícil fazer uma projeção sobre a disputa de 2016 na Capital. Os nomes cotados até agora não parecem ter a densidade necessária para uma disputa tranquila. A expectativa do prefeito Luciano Rezende (PPS) parece ter sido frustrada.
Apesar de toda a tentativa de equilibrar os números da pesquisa para melhorar sua imagem – aliás, que ironia, logo ele que já foi tão prejudicado pelas estatísticas no passado –, a situação não é boa.
O projeto de ciclovias e ciclo-faixas não lhe deu a marca necessária para criar a imagem do primeiro mandato. Rezende passou grande parte de seu mandato governando na faixa litorânea e agindo como síndico para resolver os problemas pontuais da cidade. Não é fácil agradar o eleitor de Vitória e seu mandato não tem uma grande promessa que lhe garanta o direito da reeleição. Vai ter de lutar muito por ela.
O ex-prefeito João Coser (PT) vive um momento delicado, os holofotes do escândalo da Petrobras foram colocados sobre ele, e uma vez tendo a imagem pichada, será difícil reconstruí-la. Coser, que disputou a reeleição em 2008 com um imagem forte, saiu desgastado com o eleitorado da prefeitura, e sua atuação eleitoral em 2014 o desgastou com o mercado político.
O governador Paulo Hartung (PMDB) tenta abrir caminho para seu aliado, o deputado federal Lelo Coimbra (PMDB), e ele mesmo se movimenta nos meios políticos para garantir as condições na disputa. Mas para quem sempre teve dificuldade nas eleições, vai ser difícil convencer o eleitorado de Vitória, que o conhece bem, a elegê-lo para a prefeitura.
O campo eleitoral da Capital parece muito favorável para que o ex-governador Renato Casagrande (PSB) ocupe um espaço eleitoral e se recoloque no jogo político, pensando em voos mais altos. Mas ele prefere acreditar na fidelidade política de Luciano Rezende, mesmo com os sinais de que o prefeito se aproxima cada vez mais do Palácio Anchieta. Casagrande, que conviveu com a traição no ano passado, segue acreditando cegamente em seu aliado. Bom, veremos se a fé de Casagrande será recompensada.
Fragmentos:
1 – E o número de emendas ao projeto Escola Viva só aumenta. Difícil vai ser convencer o governador Paulo Hartung a sancionar a lei com os remendos, sobretudo, em relação às emendas apresentadas pelos professores.
2 – Pelo panorama apresentado pelo deputado Sérgio Majeski (PSDB) sobre o projeto desenvolvido em Pernambuco na última década, ele está longe de ser essa sétima maravilha do mundo, como vem vendendo o governo do Estado.
3 – O líder do governo, Gildevan Fernandes (PV), mais uma vez demonstrou destempero na hora de defender o projeto das críticas do tucano. Aliás, qual o problema de ser contra o projeto do governo? Não pode?

