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Em boa hora

O episódio da prisão dos acusados no escândalo do mensalão amornou o debate eleitoral de 2014 no Espírito Santo. Com o foco no gesto de punho fechado de José Dirceu e José Genoino, a pauta nacional não deixou espaço para as articulações no Estado. 
 
As movimentações dos nomes na disputa ao governo no próximo ano deram lugar nas manchetes para os possíveis reflexos das prisões para o PT no Estado. Houve tempo para que o governador Renato Casagrande fizesse uma série de atos públicos, ganhando publicidade na Grande Vitória e no interior, sem se preocupar com a imprensa analisando cada passo seu com vista à disputa de 2014. 
 
Da mesma forma, no PMDB a agenda nacional permitiu movimentos mais discretos. O ex-governador Paulo Hartung seguiu seu caminho de palestras, artigos e reuniões, sem a expectativa latente da classe política sobre seu posicionamento político para 2014, oscilando entre a disputa ao Senado e ao governo. 
 
Também no PMDB, Ricardo Ferraço pôde se dedicar às agendas polêmicas no Senado, em busca de visibilidade nacional, na expectativa de uma repercussão no Estado. 
 
O senador Magno Malta (PR) continuou mergulhado em seu momento de reflexão e observação, ganhando tempo enquanto aguarda a definição do outro lado para saber se vai enfrentar um ou dois palanques e se vai mesmo entrar na disputa. 
 
O PSDB fez seus seminários e Guerino Balestrassi, mais uma vez, pôde circular sem o compromisso de ser nome de peso na disputa, traçando seus projetos muito bem planejados para 2014. 
 
Enfim, para os nomes colocados ao governo na eleição do próximo ano, foi uma semana morna na exposição de suas articulações, mas produtiva para quem tenta desacelerar o processo para ganhar tempo. 

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