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Em busca de espaço

Enquanto a classe política se volta para 2016, algumas lideranças já olham mais à frente. É que o mercado político pode apresentar uma movimentação de nomes, trazendo novidades para o futuro. É verdade que não se tratam de coisas inéditas, mas pode sair da mesmice de sempre. 
 
A eleição do próximo ano em Vitória, por exemplo, pode não sair exatamente do jeito que tem se desenhado com uma disputa entre Luciano Rezende (PPS), João Coser (PT) e, talvez Luiz Paulo Vellozo (PSDB). Lelo Coimbra (PMDB) vem sendo preparado para a disputa e o tucano Luiz Paulo não parece muito empolgado com 2016.
 
Mas as duas vagas ao Senado em 2018 – se não houver alteração até lá, já que se discute em Brasília a redução do número de senadores – é que vem intrigando a classe política, já que os dois senadores atuais podem ter muita dificuldade na disputa pela reeleição. 
 
Neste sentido, nomes que observam o movimento do mercado e mexem corretamente suas peças podem se destacar no cenário nos próximos anos, se credenciando para voos mais altos. Max Filho, já percebeu esse movimento e vem se fortalecendo de olho em 2018. Ele pode ser uma liderança de destaque no Estado e se viabilizar para preencher esse vazio de nomes de mais densidade. 
 
Para isso, ele conta com a grife do pai, que encontra apoio em gerações mais antigas. A isso, alia seu próprio desempenho e se coloca em condições de crescer. Seu ex-correligionário no PDT, Sérgio Vidigal é outra liderança que se movimenta de forma a ocupar espaços políticos importantes, embora sua fixação pela Serra ainda dificulte voos mais altos. 
 
Como algumas lideranças vão conseguir se colocar evitando o controle do governador Paulo Hartung é que pode ser o diferencial para um futuro político mais fortalecido. Max Filho estabeleceu uma relação diplomática, mas não paralisou suas movimentações. 
 
Vidigal se aproximou de Hartung e aguarda como será atuação dele em relação ao principal desafeto do pedetista, o atual prefeito da Serra, Audifax Barcelos. 
 
São lideranças políticas que não são novas, mas que não chegara ainda ao topo da cadeia alimentar política do Estado. Têm um equilíbrio de capital que poderiam travar uma disputa futura. Mas isso, só o tempo dirá. 
 
 
Fragmentos:
 
1 –  O governador Paulo Hartung (PMDB) recebeu na manhã desta segunda-feira (9) um grupo de parlamentares da União Nacional de Legisladores e Legislativos (Unale) e falaram da defesa da boa política. 
 
2 – A manobra para tirar do representante capixaba na entidade, o deputado estadual Sandro Locutor (PPS), que teve a corregedoria arrancada das mãos não pareceu uma prática da boa política, afinal quebra e acordo não é exatamente um exemplo disso.
 
3 – Sandro Locutor é o terceiro vice-presidente da Unale e não tem cargo no legislativo atual, o que o enfraquece politicamente. Nos bastidores, a falta de afinidade total como governador teria sido um dos motivos para que os colegas o isolassem. 

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