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Em harmonia

O que fazem juntos o prefeito Luciano Rezende (PPS) e o senador Ricardo Ferraço (PMDB) justamente neste momento em que o confronto entre Paulo Hartung e Renato Casagrande (PSB) é iminente, tanto na eleições de 2016 quanto na de 2018. Essa harmonia entre Luciano e Ricardo não é de agora. No ínício do processo eleitotoral do ano passado, os dois se uniram para apoiar a reeleição de Renato Casagrande, numa época em que PH ainda não havia decidido se disputaria ou não a eleição para governador, embora já desse sinais claro de que seria candidato. 
 
Sinais trocados
Essa convivência entre os dois suscita várias visões. Como, por exemplo, admitir o senador Ricardo Ferraço fora do domínio de PH. Tem procedência. Até porque Ricardo deve pleitear à reeleição. Depois de eleito, Hartung não lhe deu qualquer espaço no governo. Como o governador misturou sua estratégia política ao fígado, pode estar secando Ricardo por essa posição adotada em 2014 em favor da reeleição de Casagrande.
 
 
Voltando a Ricardo e Luciano, a sucessão em Vitória pode, muito bem, representar à previa da disputa ao governo, pois já se sabe, com enorme antecedência, que o candidato do governador em 2016 será o deputado federal Lelo Coimbra (PMDB).  Se Lelo for realmente o adversário de Luciano, Hartung terá dificuldade para elegê-lo, principalmente se Luciano conquistar o apoio de Casagrande e Ricardo.

 

Em busca de capital
Ricardo Ferraço está em busca de de um capiital eleitoral vigoroso para juntar ao seu. Fortalecido, ele asseguraria um lugar na mesa da decisão nas próximas eleições. Quando falo próxima, refiro-me às eleições de 2016 e 2018. O senador sabe que sem um mínimo de capital, ele vira fácil comida de onça.
 
Novo ambiente
Com certeza as próximas eleições serão diferentes, principalmente para o governador Paulo Hartung, que trabalha forte no seu propósito de liquidar o ex-governador Renato Casagrande muito antes da data do pleito, como de hábito. Mas o atual cenário não indica que Hartung alcande seus propósitos para o pleito de 2016. Casagrande topou o embate, vem reagindo bem e, neste momento, é Hartung que está em baixa.

 

Povo na rua
Uma Assembleia com cinco CPIS é sempre um problema para qualquer governador. Ainda mais quando existem manifestações de deputados expressando-se em temas que dizem respeito ao Palácio Anchieta e mudando rumo do governo, como foi o caso do Escola Viva. O tropeço do governo, levou às ruas professores e de alunos em protestos. 
Aliás, povo na rua é uma realidade que PH desconheceu nos seus dois primeiros governos.
 
Pensamento
“Trabalhar é uma benção.” Elia Casan                

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