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Encaixou o golpe

Seja qual for o destino do deputado estadual Sérgio Majeski (PSDB) na disputa de 2018, ele encontrou o discurso certeiro para sustentar seu palanque em campo opositor ao governo Paulo Hartung. O tom ganhou forma na sessão desta terça-feira (5), da Assembleia Legislativa, quando puxou o tapete vermelho estendido por Enivaldo dos Anjos (PSD) a Hartung, com argumentos pra lá de contundentes. Aliás, que tapete! Floreando o que tem sido divulgado à exaustão na imprensa nacional nos últimos dias, Enivaldo convocou as forças políticas e a sociedade capixaba a se unirem em torno do projeto que coloca o governador como tipo ideal – exemplo de gestor e ajuste fiscal – para compor uma chapa à Presidência da República. Uma ascensão que, segundo ele, seria benéfica ao próprio Espírito Santo. Majeski não teve dificuldade em mostrar que não. Citando exemplos, lembrou que a história republicana prova que os estados não ganharam em situações semelhantes, pelo contrário, e que o confete à imagem de Hartung é resultado do trabalho de marqueteiros competentes e da “compra de espaços na mídia”. A realidade, como destacou, é completamente outra: serviços sucateados, gestão ineficiente e excludente, e projetos de vitrine. Majeski encaixou o golpe.
Renovação
A propósito, nas movimentações da dividida cúpula nacional do PSDB, o nome de Majeski “casa” com o pleito dos economistas, que defendem a renovação do ninho tucano. Eles pretendem manter Tasso Jereissati (RJ), hoje interino, na presidência do partido. Eleição será em dezembro.
Renovação II
Na reunião que reforçou o apoio a Tasso e voltou a cobrar a saída do PSDB do governo Temer, na última sexta-feira (1), no Rio de Janeiro, foram poucos os representantes da área política: o senador Ricardo Ferraço e o líder da bancada tucana na Câmara, Ricardo Tripoli (SP).
Sem consenso
No Estado, a questão que permeia o debate interno do ninho tucano é o caminho que Majeski deverá seguir. Candidato ao governo ou ao Senado? O dilema também envolve interesses de Hartung, que tem seu “lote” no PSDB capixaba.
Passou do ponto
Pergunta que não pode passar em branco: o que foi o discurso de Enivaldo, quase um apelo pela volta da unanimidade? Muito além da encomenda. 
Alô, alô, PCdoB! 
Já desistiram de ter Enivaldo como um dos personagens principais do partido para o próximo ano, né? O namoro não passou de paquera.
Campanha
Os deputados Hércules Silveira (PMDB) e Padre Honório (PT) também não quiseram ficar de fora do clima “lança candidatura” da Assembleia nesta terça. Depois do discurso de Enivaldo, se dirigiram a Bruno Lamas (PSB), em situações diferentes, como o “futuro prefeito da Serra”.
Debate raso
Primeiro Euclério Sampaio (PDT), depois Amaro Neto (SD) e, por último, José Esmeraldo (PMDB). Os três resolveram atirar no prefeito de Vila Velha, Max Filho (PSDB), sobre a destinação de agentes Guarda Municipal para fazer a segurança do tucano. Mexer com as autoridades que usufruem de um batalhão à disposição há mais de dez anos, dia e noite, ninguém quer, né? 
Debate raso II
Com Hartung, então, nem se fala! O governador engavetou o projeto que determina o retorno às ruas dos PMs cedidos para as escoltas, aprovado em novembro de 2016. Na época, os deputados berraram conta a cessão, porque pisaram no calo da Assembleia e tiraram os militares lotados na Casa. Aí, conseguiram aprovar a matéria e pronto! Fim das cobranças para que a lei seja efetivada.
Debate raso III
O discurso dos deputados pega carona nas críticas feitas recentemente pelo ex-prefeito do município e atual secretário de Estado de Desenvolvimento Urbano, Rodney Miranda (DEM). Exatamente uma das autoridades a desfrutrar de segurança particular (18 policiais), paga com dinheiro público, há nada menos que 14 anos. Rodney, porém, também está fora da mira dos deputados. 
Nas redes
“Um robusto ‘Abraço ao Porto’ foi o que os capixabas puderam presenciar. Minha equipe estava presente para somar forças a este ato solidário em defesa do patrimônio público que o desgoverno Temer quer entregar para a iniciativa privada [Codesa]. Nossa tarefa é resistir a este momento privatista, de retrocessos em políticas sociais (…). (Deputado federal Givaldo Vieira – PT – no Facebook).
PENSAMENTO:
“Os pequenos atos de cada dia fazem ou desfazem o caráter”. Oscar Wilde

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