terça-feira, abril 7, 2026
22.4 C
Vitória
terça-feira, abril 7, 2026
terça-feira, abril 7, 2026

Leia Também:

Encarregado

O deputado estadual Gildevan Fernandes (PV), que nunca “cresceu e apareceu” na Assembleia Legislativa, arrumou uma maneira de ganhar alguma evidência: fazendo o “trabalho sujo”. Vou me ater apenas aos dois fatos mais recentes, mas longe de serem os únicos, pois há outros arranhões na trajetória do “verde”. Primeiro a CPI do Pó Preto e a manobra formulada por Gildevan e o secretário-chefe da Casa Civil, Luiz Carlos Ciciliotti, que rendeu ao deputado a missão de garantir a retirada de assinaturas do processo. Com sete deputados a menos e a omissão da bancada do PT, a CPI não vingou. Gildevan saiu mal do episódio, mas não ligou a mínima, mesmo o tema sendo pauta das manifestações do Estado. E continuou sem ligar, com o “arremate” dessa terça-feira (2), quando obstruiu a votação do projeto de decreto legislativo que extingue a cobrança do pedágio na Terceira Ponte, outra manobra do governo que coube a Gildevan. Pior, encarando as galerias lotadas. Pois bem, se a situação política do deputado já não estava das melhores, imagine agora. Vai ver por isso mesmo ele faz questão de assumir tal condição. Caso fique sem mandato, já garante o dele no futuro. Uma mão lava a outra, não é mesmo?
 
Encarregado II
Agora aquele discurso de introdução do deputado, antes de declarar seu pedido de vista, foi de causar enjoo a qualquer mortal. Oriundo dos movimentos estudantis, dormiu nos bancos da praça de Vitória para participar de protestos…é muito desaforo.
 
Encarregado III
Detalhe: para você ver como foi tudo planejado, Gildevan nem deveria ser o relator da matéria. Ele sequer é efetivo da Comissão de Justiça. Outro detalhe: nem o presidente da Comissão, Elcio Alvares (DEM), o mais governista dos governistas, que estava presente, teve peito de segurar o “rojão”.
 
Encarregado IV
A propósito, um apelido atribuído ao deputado “pegou” nas redes sociais: Gildemônio. 
 
Tem participação
Agora quem subestima a inteligência da população, mais uma vez, é o presidente da Assembleia, Theodorico Ferraço (DEM). Dizer que ficou surpreso com o pedido de Gildevan e até lamentou a obstrução da votação, sinceramente…
 
Tem participação II
Nunca esquecendo que Ferraço é mestre dos mestres em manobras e tentou consolidar uma antes mesmo da votação, ao enviar ofícios ao Ministério Público do Estado (MPES) para que se manifestasse em relação aos casos Rodosol e pó preto. “Melhor” parte, justificou a iniciativa no fato de a Assembleia ter esgotado todos os seus recursos. Piada de mau gosto, só pode.
 
Atrás do prejuízo
Já a bancada do PT na Assembleia tenta recuperar o filme queimado após o vexame de não assinar a CPI do Pó Preto, sem dúvida uma contradição e tanta. Já manifestou apoio ao projeto de Euclério e faz esforço para levar algum lucro a mais do debate. Recupera? Penso que não.
 
Precaução
Aviso aos navegantes: na próxima segunda-feira (8), havendo sessão, Euclerio irá protocolar pedido para suspender o recesso parlamentar, que tem início no dia 17 deste mês, até a votação do projeto. Pretende, assim, evitar que outras manobras lancem o assunto para agosto. Lembrete: a matéria precisa passar por quatro comissões na Casa. De pedido de vista em pedido de vista…
 
Razões
Já começam a circular nos bastidores os motivos que teriam levado o diretor-presidente do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), Cláudio Denicoli, a pedir demissão do cargo. Abertura do órgão a ambientalistas e divulgação de informações como o estudo da Universidade Federal do Estado (Ufes) sobre o pó preto, que a própria universidade havia negado. Ações foram freadas no andar de cima.
 
140 toques
“Qual PV? O que melou o fim do pedágio na Terceira Ponte de Vitória? Gildevan cretino”. (Carlos Moura – no Twitter).
 
PENSAMENTO:
“Em tudo que digo, finjo que só penso na felicidade de meus súditos”. Frederico II

Mais Lidas