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Encurralado

O prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS) bem que tentou. Fez de tudo para tentar fazer as pazes com o governador Paulo Hartung (PMDB), mas não conseguiu. Politicamente, ele está encurralado para a disputa à reeleição no próximo ano. Será uma disputa de todos contra ele e a estratégia de sufocamento deixa o espaço muito curto para que ele possa se movimentar. 
 
Rezende lançou suas armas, investiu uma grana preta em publicidade, mas isso não garantiu o espaço político que precisava para equilibrar o jogo com seus adversários. Até porque a mídia corporativa continua aliada de Hartung e mesmo que o prefeito investisse o dobro, isso não mudaria a relação com o Palácio Anchieta. 
 
Mas a estratégia de Hartung não é o único problema do prefeito. Aliás, é só uma parte dele. Luciano Rezende tem muitos focos de incêndio para apagar em seu palanque. O que vai apresentar o prefeito aos seus eleitores? 
 
Nos relatórios entregues pelos prefeitos ao Tesouro Nacional no início do mês, Vitória aparece como a terceira capital em queda de investimentos. Em 2014 foram 77,69 milhões e em 2015, R$ 41,63 milhões. Não há uma grande obra ou um grande investimento para apresentar. 
 
A cereja do bolo parece ser a perda de controle das bases. Além de perder importantes eleições de bairros, o prefeito está com problemas no diálogo com a Câmara de Vereadores, o que pode trazer muitos problemas, travar a gestão e desidratar o capital político do prefeito na cidade.
 
É claro que ter a máquina na mão ajuda, mas para que a máquina seja favorável é preciso que esteja funcionando e o rombo apresentado no Orçamento mostra falhas nas engrenagens. Fornecedores e prestadores de serviço na porta da prefeitura cobrando pagamento é tudo que o prefeito não precisava neste momento.
 
O tempo e o dinheiro estão fincando curtos para Luciano Rezende entrar no jogo com todos os focos de incêndio apagados em seu palanque. Lembrando que ele só tem o primeiro semestre para fazer entregas e aumentar seu capital político. Será que dá tempo?
 
Fragmentos:
 
1 – A composição da Mesa na solenidade de sábado (26) na Câmara de Serra foi bem simbólica. Ao lado de Audifax Barcelos (Rede) estava o vereador Nacib, aliado de Sérgio Vidigal (PDT). Ao lado de Vidigal, o deputado estadual Bruno Lamas (PSB), que mantém a candidatura à prefeitura da Serra, mas não deixa de ser aliado de Audifax.
 
2 – Mesmo com toda a habilidade de Hartung para fazer a mediação do conflito, ao final do evento, Vidigal e Audifax tiraram fotos com o governador, separadamente. 
 
3 – Claudia Lemos (PRP) – e não Bastos, como disse a coluna da última quinta-feira (24), quer entrar na Asssembleia na suplência de Almir Vieira (PRP), mas espera que isso aconteça com a eleição do deputado em Anchieta no sul do Estado em 2016 e não pela cassação do mandato. 

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