À medida que a situação financeira se agrava, o sono do endividado fica cada dia mais escasso e de baixa qualidade, as portas parecem se fechar, até não enxergar outras opções. Quando dorme, tem pesadelos. Passa a acordar cansado, prejudicando no dia seguinte o seu desempenho físico e mental e atingindo gradativamente a sua capacidade de autoanálise.
Com a aparente falta de alternativas, se sente como um “peso”, o que influencia para o isolamento social, prejudicando o diálogo na família e afastando-se do círculo de amizades. O isolamento tende a reforçar o foco no problema, gerando desgaste psicológico, que ao longo do tempo acaba influenciando em sua saúde física.
Doenças surgem neste contexto, como a depressão, que tem como característica a tendência a desligar-se do mundo, a não sonhar mais, influenciando para situações e adoção de medidas extremas.
O processo do endividamento em si, promove um aumento contínuo no nível de ansiedade e, sem a adoção de estratégias psicológicas para o enfrentamento a pressão e a tensão constantes, sucumbe ao estresse.
Explosões podem ocorrer, motivadas pela pressão psicológica na qual está exposto diariamente e pelo aumento na irritabilidade.
No ambiente profissional aumenta o absenteísmo, fora a tendência a cometer erros, pela queda na capacidade de concentração, o que pode levar a demissão ou ao afastamento por licença médica, comprometendo ainda mais a situação financeira familiar.
Em ambiente onde não há diálogo, não há ciência de todos os envolvidos sobre a real situação financeira, mantém-se o padrão e os hábitos de consumo desregrados, contribuindo para o agravamento da situação.
Percebem-se desgastes nas relações, principalmente, na conjugal, com separações de casais. Se como casal já estão com dívidas, separados passam a ter, além destas, mais duas despesas. O que estava ruim, passa a ficar pior.
Ao contrário do que pensa o endividado descontrolado, há luz no fim deste túnel, podendo romper com esta cadeia evolutiva, evitando todos os prejuízos físicos, mentais e sociais citados.
Você está preparado para mudar o seu comportamento e começar a grande virada? Então… a hora é essa!
Ivana Medeiros Zon, Assistente Social, especialista em Saúde da Família e em Saúde Pública,Educadora Financeira, membro da ABEF – Associação Brasileira de Educação Financeira, palestrante, consultora, colunista do Portal EduFin www.edufin.com.br
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