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Erika Kokai

Estamos tão desiludidos com a política e os políticos, que é muito comum pensar que nenhum presta, que todos são apenas fruto do oportunismo e da corrupção, sempre legislando em causa própria, em nada contribuem para o bem-estar comum e o processo evolutivo da cidadania brasileira.
 
Mas vale apena ressaltar que mesmo sendo minoria, existem políticos sérios e determinados a melhorar o Brasil, envoltos na luta democrática, entusiastas dos direitos humanos e dispostos, como disse Paulo Coelho em “O Diário de um Mago”, ao bom combate. Então vamos aproveitar a coluna para destacá-los como perolas entre porcos.
 
Erika Kokai certamente faz parte dessa legião de lutadores, empenhados em promover a inclusão social, desfazer estigmas e proteger minorias frágeis da ferocidade da turma, que por se julgar maioria, explode como um rebanho ignorante, que não sabe que direção está tomando, apenas escuta, de longe, os ecos que os instigam, orações incoerentes.
 
Cearense, vai fazer 57 anos em agosto, Erika é graduada em psicologia e filiada ao Partido dos Trabalhadores desde 1989. É considerada uma das mais atuantes deputadas brasileiras na área dos direitos humanos. Foi uma das mais altas vozes contra a podridão espúria que se apossou da Comissão de Direitos Humanos e Minoria na Câmara dos Deputados, comissão da qual já foi vice-presidente. Atacada pelo destempero preconceituoso de PSC (Partido social cristão), Erika foi chamada de mulher de sexualidade distorcida. Claro, justamente por ser mulher e corajosa o suficiente para sair em defesa de negros, contra o machismo e a homofobia, afinal essas são as principais características do PSC.
 
Sempre se destacando nas lutas sociais, Erika Kokai, se prepara para uma nova campanha eleitoral onde vai tentar a reeleição como deputada federal (PT-DF). Traz uma imagem austera, mas nem por isso carrancuda ou mal-humorada. Num partido tão desgastado pelo poder e incoerências ideológicas, ela se mantém firme e segura, ao lado de políticos tão verdadeiros quanto ela, de vários partidos, que se uniram numa corrente contra o conservador fundamentalismo, que tenta a todo instante golpear as instituições verdadeiramente democráticas, para instalar um controle teológico de extrema direita, terrorista e ditador.
 
Os LGBTs, assim como todas as minorias sociais, devem muito aos esforços dessa cearense redicada em Brasília, que apesar do machismo imposto pela tal bancada fundamentalista, que usa de chantagem e coação para impor seu ódio e discriminação, ela se posiciona como um escudo reluzente, que não se poupa a erguer a mão contra essa atitude nazista, e em dar as mãos para formar uma corrente do bem, que desmascara essa vilania eleitoreira. Arregaça as mangas e parte para a construção de uma verdadeira sociedade altruísta e solidária, defendendo o estado laico e liberdade de expressão. Erika Kokai é gente de verdade, e não um arremedo distorcido de algum versículo de um livro antigo.

Luiz Felipe Rocha da Palma (Phil Palma) é publicitário. Nas “horas vagas” (às quartas) comanda o programa “Praia do Phil” pela Rádio Universitária FM, onde defende os LGBTs e denuncia a homofobia. Fale com o autor: [email protected]

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