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Escândalo jurássico

A dívida pública brasileira é o negócio mais rentável para os rentistas: garante uma rentabilidade 3 a 4 vezes maior do que os títulos de renda fixa dos bancos, cujos lucros vêm escandalizando o mundo.

 

Se o governo não precisasse financiar a dívida pública, poderia aplicar os recursos em escolas, estradas, postos de saúde etc. Vai para 200 anos que o Brasil segue a cartilha dos credores. O nome disso é subdesenvolvimento.

 

Não há novidade nisso, mas a sangria de recursos públicos em favor do sistema financeiro acaba de ser confirmada mais uma vez por um levantamento do Instituto Assaf, de São Paulo, especializado em consultoria de investimentos.

 

Os dados comparam os resultados acumulados de janeiro de 2007 a dezembro de 2016. Os valores acumulados são dos rendimentos nominais brutos, sem considerar custos operacionais e Imposto de Renda.

 

Foram apurados, também, os rendimentos reais (descontada a inflação medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), conforme tabela a seguir:
 

 

Rentabilidade Nominal

Rentabilidade Real

Título Público

417,60%

182,64%

Renda Fixa

182,57%

54,30%

Ouro

173,20%

49,19%

CDB

163,20%

43,73%

Poupança

102,25%

10,44%

Imóveis

100,03%

9,23%

Dólar

53,28%

-16,30%

Bolsa

35,43%

-26,05%

Inflação

83,13%

0,00%

Como fica claro na tabela, os investimentos em títulos públicos foram os mais rentáveis no período janeiro 2007/dezembro 2017 com uma rentabilidade bruta de 417,60% e líquida de 182,64%.
As aplicações em renda fixa foram calculadas com base nas  rentabilidades do CDI (Certificado de Depósito Interfinanceiro) atingindo 182,57% e 54,30%, respectivamente.

 

O ouro vem logo em seguida com uma rentabilidade bruta de 173,20% acumulada no período. Segundo o Assef, o investimento em metais preciosos ganhou força com as crises norte-americana, europeia e agora no Brasil.

 

Na sequência veio o CDB (Certificado de Depósito Bancário) calculado pela média entre as aplicações feitas por empresas e pessoas físicas. A aplicação mais tradicional do Brasil, a caderneta de poupança, teve um ganho bruto de 102,25% no período.

 

Os imóveis também foram considerados no estudo, mas tiveram a rentabilidade mais baixa (9, 23% líquidos), entre as aplicações que renderam mais do que a inflação.

 

As únicas opções com rendimento negativo foram o dólar e as ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo.  Mas os “investidores globais” não perdem: entram no Brasil com dólar, compram títulos do governo e saem ganhando sem correr nenhum risco.

 

Aos brasileiros pobres ou remediados, maioria democrática do país, resta criticar os malfeitores das políticas monetárias e econômicas.

   

LEMBRETE DE OCASIÃO

 

“O dinheiro fala mais alto. E só com gente rica.”
Millor Fernandes

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