O processo eleitoral chega à Assembleia e os deputados vão ter de optar entre as bases e a lealdade ao governador Paulo Hartung (PMDB). Os comentários entre os insatisfeitos é que o governador tem secado as torneiras de prefeituras ligadas a deputados que não são os preferidos do governador.
Com o plenário interessado de uma forma ou de outra no processo eleitoral deste ano, será que essa lealdade tão evidente em 2015 dentro da Assembleia vai resistir à falta de espaço político que as negativas de Hartung estão impondo às lideranças?
Sem recursos, os prefeitos pressionam os deputados, que por sua vez tentam correr o pires no Palácio Anchieta. Mas sem ter o que apresentar em seus municípios, os parlamentares estão se destacando e o chororô deve aumentar. A diferença este ano é que o governador não tem mais como acionar a velha estratégia de desidratar as lideranças com o apoio do judiciário.
Os tempos são outros e a influência de Hartung, embora ainda seja forte, não é mais absoluta como antes. A Assembleia também passa por uma nova fase. Aqueles tempos de enxurradas de denúncias ficaram para trás. Por isso, fica mais difícil colocar os deputados contra a parede.
Neste sentido, com as tensões de um ano eleitoral também diferenciado, com uma disputa curta, sem recursos vindos da iniciativa privada e com a população cada vez mais exigente, as escolhas dos deputados devem levar em conta suas sobrevivências políticas.
Ou começam a denunciar os golpes ou vão passar o recibo de que são omissos e preferem a subserviência ao enfrentamento político. Está ficando cada vez mais claro que a disputa de Hartung com Renato Casagrande (PSB) está fazendo vitimas ao redor da dupla. Para matar seu adversário, o governador não vai poupar ninguém.

