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Esperança renovada

Outubro começa com uma esperança renovada para a população capixaba. Operação conjunta da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF) cumpriram mandados de busca e apreensão na sede e em filiais da Construtora Delta na manhã desta terça-feira (1), no Rio de Janeiro, em São Paulo e Goiás, conforme a imprensa nacional começou a informar em seus sites a partir das 10 horas. A esperança é de que – desta vez – as muitas falcatruas em que a empresa cujo dono Fernando Cavendish também é investigado, e que há anos estão sob suspeita no Espírito Santo, também venham à tona.

A ação iniciada na manhã dessa segunda-feira  (30), batizada de Saqueador, teve como base a convicção da Polícia Federal e MPF de que crimes de lavagem de dinheiro da empresa estão comprovados diante da existência de fortes indícios de “transferências milionárias de recursos da empresa de engenharia para sociedades de fachada”.

O que Século Diário espera desta vez é que se instale uma investigação da PF e MPES sobre os contratos da Delta no Espírito Santo, desde o primeiro governo Paulo Hartung, entre 2004 e 2008, quando a Delta abocanhou os milionários contratos do programa Caminhos do Campo, que construiu estradas de qualidade duvidosa em diferentes pontos do interior capixaba. Pouco depois, a Delta ganhou contratos milionários de manutenção das redes de distribuição de água na Grande Vitória administradas pela Cesan, empresa presidida peelos hartunguetes de primeira hora Neivaldo Bragato (presidente) e Anselmo Tozi (diretor de Meio Ambiente).

 

O fato é que além das suspeitas que pairam sobre tais contratos – renovados pelo presidente da Cesan no primeiro ano do governo Renato Casagrande -, a população, sobretudo de Vila Velha,  passou a conviver com constantes rompimentos das redes de distribuição de água. Somente neste ano, pelo menos quatro rompimentos e a obra interminável na Rodovia Carlos Lindenberg têm causado transtornos ao trânsito e falta d’água para os capixabas, sem que a Cesan/Delta se dignem ao menos a dar alguma explicação à sociedade.

A suspeita de que há algo podre no reino das relações entre a Cesan e a Delta, diante do desencadeamento da Operação Saqueador, reforça a necessidade de uma profunda investigação nessas gavetas. Mais ainda diante do pedido de demissão do cargo do presidente da Cesan, Neivaldo Bragato. 

A não ser que decidam mandar o Tribunal de Contas do Estado engavetar e enterrar nossa esperança, em vez da Polícia Federal e Ministério Público Federal aprofundarem as investigações também aqui no Espírito Santo.

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