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Espuma

Paralelamente ao discurso do cofre vazio no Estado, o governador Paulo Hartung (PMDB) vem trabalhando em um projeto de conquista de projeção Nacional. Desta vez, ele emplacou duas notas na coluna Painel da Folha de S. Paulo, em que aparece como o grande proponente de um movimento suprapartidário, envolvendo os demais governadores para recuperação da economia do País. 
 
Hartung, que já teve conversas com Geraldo Alckmin (PSDB), de São Paulo, e José Ivo (PMDB), do Rio Grande do Sul, fala em um projeto, que não se aproxima nem do governo Dilma Rousseff, nem da oposição tucana e muito menos do governo interino de Michel Temer (PMDB). Passa ao largo, com um discurso abstrato que dificilmente sairia do papel, dadas as diferenças regionais, mas que facilita sua projeção. 
 
Nesse projeto, Hartung já apareceu também em notinhas de coluna como cotado para o Ministério de Temer e até como possível candidato a presidente em 2018, além de ter sua secretária da Fazenda, Ana Paula Vescovi, agora cotada para o Tesouro Nacional, o que também atrai para o governador o bônus pela escolha da equipe. 
 
Para os meios políticos, essas inserções nacionais fortalecem a ideia de que Hartung não deve mesmo ser candidato à reeleição em 2018. Com o nome em alta no mercado nacional, ele fortalece seu capital no Estado para uma disputa ao Senado. Mas para quê tanta movimentação em um cargo que não parece difícil, aliás, que parece ser o caminho natural de um governador. 
 
O que Hartung estaria buscando é criar uma espuma em torno de soluções abstratas para a crise, para superar uma imagem da bancada capixaba no Congresso. Hartung. Ele não quer mais ser baixo clero, como foi quando esteve no Senado. Para o governador, seria importante chegar à Casa em 2019 com um peso político, sendo um dos influentes do Senado. 
 
Isso em nível nacional. No Estado, a tal espuma serve para criar uma imagem forte para que o governador possa entrar na disputa sem problemas para a eleição, quando duas vagas estarão em debate. A impressão do mercado político é de que os dois senadores que terminam seus mandatos em 2018 – Ricardo Ferraço (PSDB) e Magno Malta (PR) – podem tentar a reeleição. 
 
Mesmo que Malta hoje não tenha o tamanho que tinha em 2010 para disputar com o governador, há ainda a sombra de Renato Casagrande (PSB) e Max Filho (PSDB), nomes que podem trazer problemas para os planos de Hartung
 
Fragmentos:
 
1 – O deputado Nunes (PT) apresentou o Projeto de Resolução (PR) 14/2016 alterando o Regimento Interno da Assembleia Legislativa para que as reuniões das comissões permanentes aconteçam com qualquer número de deputados, ao contrário da exigência atual de quórum de metade mais um dos membros do colegiado.

 

2 – Pré-candidato a prefeito de Vila Velha, o ex-prefeito Vasco Alves assumiu a presidência estadual do PPL. Ele migrou para o partido no início do ano, oriundo do PR. Agora será o responsável pelo comando do partido no Estado, durante as eleições. O partido quer lançar candidatos em dez municípios do Estado.  

3 – Para os meios políticos, o feriadão de Renato Casagrande em sua terra natal, Castelo, no Corpus Christ, principal festa da cidade, é simbólica também do ponto de vista político. Casagrande participou da festa, se reuniu com amigos e parentes e apertou muitas mãos. 

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