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Esqueça Paris

A viagem do governador Paulo Hartung (PMDB) a Paris foi um evento tratado como crise no Estado. Grosso modo, não há qualquer problema em o governador Paulo Hartung (PMDB) passar alguns dias afastado do cargo em viagem à Europa. Viajou com recursos próprios, ficou menos de 15 dias fora, logo não precisou de autorização da Assembleia, voltou na data marcada.
 
Mas foi visível o gasto de energia no Palácio Anchieta para tentar mostrar que o governador, flagrado embarcando para Paris e depois fazendo compras na Cidade Luz, estava se preparando para um procedimento médico. Esse esforço não se limita a tentar dissipar a imagem de que Hartung viajou para não prestar contas à Assembleia. Esse não é o único motivo da omissão do destino. Há a construção de uma imagem em jogo.
 
Desde a campanha de 2014 o governador vem tentando popularizar sua imagem. Em seus dois primeiros governos, Hartung passou à classe política e parte do eleitorado a ideia de um homem distante da população, embora não tenha o chamado “berço”. Não é um dos queridinhos da elite, mas também não é um político popular.
 
Não tem problema viajar à Europa, como também não tem problema ter uma mansão em Pedra Azul. O problema está não está no que ele tem, mas está no fato do que ele tenta esconder. Este foi o ponto mais marcante da campanha eleitoral de 2014. A estratégia da equipe de campanha foi a de tentar popularizar Hartung, que competia com Renato Casagrande (PSB), que tem a fama de ser bom de rua.
 
Hartung abandonou os ternos, adotou a inseparável camisa azul, e investiu no slogan de campanha: “Abrace o Paulo!”. A estratégia causou até saias justas, como a passagem em que o então presidenciável Aécio Neves (PSDB), não teria gostado do excesso de contato com o público, em campanha em Linhares.
 
A narrativa do novo Paulo mais popular vem sendo mantida em seu governo, mas ela não combina com a foto em frente à vitrine da Petit Bateau. Se o governador assumisse que tem um alto padrão de vida, não haveria problema. Em tempos de transparência, o problema é tentar esconder que é um homem rico, alimentando uma imagem que não é dele. Aí a coisa pode se complicar e virar arma nas mãos dos adversários políticos em 2018.
 
Fragmentos:
 
1 – O senador Magno Malta (PR) conseguiu aprovar na Comissão de Cultura, o projeto que cria um dia alternativo para prova de concurso para atender motivação religiosa.
 
2 – O secretário de Transportes e Obras do Estado, Paulo Ruy Carnelli, deve ir à Assembleia na próxima semana. Será que os deputados vão aproveitar o ensejo e o secretário vai ser questionado sobre as denúncias envolvendo sua gestão não Cesan?
 
3 – A Rede Sustentabilidade está em busca de quadros para se fortalecer para a eleição de 2018. O partido que tem um deputado estadual conversa com Euclério Sampaio, que deve estar de saída do PDT. O partido deve filiar também o ex-deputado estadual Roberto Carlos, que pulou do barco do PT.

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