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Esquizofrenia

Enquanto as principais lideranças políticas do Estado não se posicionam em relação ao processo eleitoral de forma oficial, uma indústria de boatos se estabelece no cenário, confundindo cada vez mais o mercado político. Estratégia essa já utilizada em pleitos anteriores e que causou muita correria de última hora e casamentos na delegacia.
 
O governador Renato Casagrande garante que só fala em eleição no final de maio e o ex-governador Paulo Hartung estaria dizendo aos interlocutores que falará no final de abril. Enquanto isso, o que resta são especulações das mais variadas. 
 
De um lado há quem diga que Hartung e Casagrande conversam todos os dias, do outro há quem diga que eles não conversam sobre o processo eleitoral. A coluna duvida. 
 
O senador Ricardo Ferraço (PMDB), na tentativa de construir um palanque alternativo ao governo do Estado, diz para a mídia que não cabe mais unanimidade no Estado. Agora, aparece defendendo a união com o governador Renato Casagrande porque isso é importante para o Estado, no melhor estilo “esqueçam o que eu disse”. A coluna não esquece. 
 
A cada dia se tenta criar um cenário diferente, com posicionamentos diferentes. Até agora se falava na dificuldade de Casagrande enfrentar a verticalização das decisões eleitorais, por causa de sua condição partidária – correligionário do presidenciável Eduardo Campos –, agora é Hartung quem perde uma importante liderança de seu partido na construção de sua candidatura ao governo. Mas será que perde mesmo?
 
Tudo parece caminhar para uma composição no palanque palaciano, com Hartung na candidatura ao Senado. Mas não é só isso que ele quer, quer compartilhar o próximo mandato de Casagrande, assim como fez o primeiro, garantindo a blindagem de sua gestão e evitando conflitos com os parceiros do Palácio Anchieta, angariados no governo passado. 
 
Fragmentos:
 
1 – A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou a favor do fim do fim do financiamento de campanhas eleitorais por empresas privadas. Mas isso não encerra o caso.
 
2 – Cinco ministros votaram com o relator, um votou parcialmente, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco Aurélio de Melo; e um contra, o ministro Teori Zavascki. Mas os ministros podem voltar atrás em seus votos. Ainda faltam quatro votos e o jogo só acaba quando termina.

 

3 – Na verdade só uma reforma política profunda e não remendos na legislação eleitoral, como se tem visto nos últimos anos pode mudar a realidade do processo eleitoral brasileiro.

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