Findo o ano agrícola 2016/17, que terminou com uma safra recorde em volume (236 milhões de toneladas de grãos, fora cana-de-açucar e carnes), estamos entrando num novo ciclo de dificuldades – um ciclo diferente do anterior, marcado pelo colapso da prosperidade da era Lula (antes do PT, tivemos a era FHC, marcada pela estabilização da moeda).
O que vem por aí:
I – na Agricultura, as primeiras estimativas baseadas nas áreas cultivadas até agora indicam crescimento zero no ano agrícola 2017/18.
II – na Economia em geral, alguns indicadores apontam melhor desempenho em alguns segmentos que começam a sair do fundo do poço, mas a esta altura do campeonato parece exagerada a previsão do ministro da Fazenda de que em 2018 o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá 3%.
III – Trabalho e Emprego: a partir de novembro próximo, os novos contratos de trabalho passarão a ser regidos pela reforma trabalhista aprovada pelo Congresso e sancionada pelo vice-presidente da República em exercício. É provável que as taxas de desemprego comecem a cair, mas a um custo elevado para os trabalhadores, que tenderão a perder renda. O decréscimo da massa salarial terá consequências negativas sobre os níveis de consumo e a dinâmica da economia.
IV – Na Política, temos pela frente o mais incerto ano eleitoral dos últimos 40 anos. A situação do país pode ser definida como uma zorra total resultante de disputas de poder em que estão envolvidos não apenas os representantes eleitos pelo povo, mas os membros das instituições permanentes da República – o Ministério Público, a Polícia Federal e o Judiciário.
V – O único evento capaz de amenizar essa situação é a Copa do Mundo em meados de 2018 na Rússia. Embora a CBF esteja na berlinda da corrupção sistêmica, a Seleção de Futebol tem a confiança dos torcedores graças ao bom desempenho nas eliminatórias a partir da entrada em cena do técnico Tite, que desfruta de rara unanimidade.
LEMBRETE DE OCASIÃO
“Se Deus não existisse, seria preciso inventá-lo”
Voltaire (1694-1778)

