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Estado do futuro

Lembra daquela máxima muito difundida em décadas passadas, de que o “Brasil era o país do Futuro”? Pois é. O futuro chegou e muito pouco ou quase nada aconteceu. Agora, o Espírito Santo parece também perdido nessa roda gigante.

Os discursos dos investimentos milionários e bilionários vêm desde o primeiro mandato do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), atravessaram todo o segundo mandato e agora se consolidam no governo Casagrande. O secretário de Planejamento do Estado, Robson Leite, que chegou à pasta no mês passado, mas é figurinha carimbada de outros carnavais, projeta um montante de R$ 6 bilhões até 2016.

Enquanto isso, a população capixaba ainda procura os sinais daquele investimento de R$ 1 bilhão que Hartung prometeu no seu último ano de governo. Já estamos plantados no segundo semestre do segundo ano de governo Casagrande e a classe política ainda espera uma aceleração das ações.

Mesmo prometendo continuidade, o governador ao assumir prometeu descentralização da economia, correção dos problemas estruturantes do Estado e resposta rápida nas ações de atendimento à população. Mas o ritmo continua lembrando muito o governo antecessor, que pensava muito em política e pouco em gestão.

Apesar de sair festejado do governo, Hartung deixou um grande passivo para seu sucessor. Queda nas matrículas e na qualidade do ensino médio, defasagem de leitos nos hospitais, isso sem falar no índice quase simbólico de novos soldados na PM.

Com uma classe política calada e prefeitos totalmente dependentes, o Espírito Santo ainda aguarda um futuro que vem sendo prometido, prometido, mas que nunca chega. Será que o capixaba vai ter que esperar até 2016 para que o bolo desse tão falado crescimento seja repartido? Essa história é velha.

Fragmentos:

1 – Na matéria sobre a divisão territorial de Vitória pelos vereadores, o mapa das regiões aponta um engano. Na Grande Goiabeiras, quando a matéria diz que Ademar Rocha (PTdoB) divide o eleitorado, na verdade não é bem assim.

2 – O presidente da Câmara, Reinaldo Bolão (PT), tem soberania. Na eleição passada ele teve mais de dois mil votos na região, enquanto Ademar teve pouco mais de 160.

3 – O desempenho dos filhos de Touro Moreno na Olimpíada de Londres mostra que o esporte capixaba tem que ser levado mais a sério. Se eles chegaram aonde chegaram foi por uma luta solitária do pai. Quantos outros Falcões estão aí, sem oportunidade?

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