terça-feira, abril 7, 2026
22.4 C
Vitória
terça-feira, abril 7, 2026
terça-feira, abril 7, 2026

Leia Também:

Estamos em campanha!

O emblemático recuo dos fundamentalistas e conservadores, que fazem parte da inconstitucional bancada evangélica no congresso, com relação ao projeto da “Cura Gay”, mostra bem o quanto somos fortes quando nos organizamos e elevamos o tom de nossas reivindicações. Nesse momento de manifestações, temos de aproveitar para pôr na roda, questões que já há muito tempo vem sendo suprimidas pelo preconceito, pelo desrespeito social e pela violência do abuso de quem se acha dono do poder, aliás, é do povo que emana todo o poder e para ele retorna; o problema está na condução de uma maioria na promoção da violência e opressão à grupos minoritários .
 
A nosso favor, temos o bom senso social, que percebe o perigo que sofremos quando nos pomos em confronto aos interesses de dominação religiosa infiltrados na politica. O próprio deputado Marco Feliciano (PSC-SP) ameaçou, a Presidência da República. Prometeu mobilizar os evangélicos para derrubar a reeleição de Dilma, caso houvesse, da parte dela, alguma interferência para não aprovação da “Cura Gay”.
 
Mas devido ao clamor dos protestos das ruas, o próprio Congresso se encarregou de execrar tal projeto. Seu criador, deputado João Campos (PSDB-GO), tentando dar uma de espertalhão, arquivou o PDC 234, prometendo uma nova investida na próxima legislatura. Novamente veio à tona as falas ridículas de Feliciano, na sua verve raivosa, ameaçando que na próxima legislatura o número de deputados evangélicos será maior e a aprovação estará garantida .
 
 
No auge da decepção com o fracasso politico, o deputado João Campos, ao ser abordado pela imprensa, tentou minimizar a militância LGBT, dizendo que pegamos carona nos protestos para implementar os nossos propósitos.
 
Mas o que o citado deputado não percebeu, foi que os manifestos são uma prova do amadurecimento politico-social do eleitor, que temos a simpatia de intelectuais, lideres comunitários, artistas, religiosos “esclarecidos” e um forte apoio de cidadãos envolvidos com a luta pelo direitos humanos, e que não reconhecem esse pequeno grupo como uma liderança significativa, mas apenas como oportunistas, condutores de rebanhos de desinformados, promotores da chantagem e coação politica, e que nada fazem de relevante pela nação, apenas perfídia e tentativa de implantar seus dogmas perpetuando privilégios tributários e políticos.
 
Como já dissemos aqui, a maior revolução acontecerá ano que vem, nas urnas. Estamos em campanha por uma pais mais integro, sem privilégios, com iguais direitos civis e clara proteção de minorias, liberdade de culto, sem apologia religiosa na politica e liberto de estigmas e preconceitos, porém, com repúdio a grupos promotores de ódio e instigadores da violência. Que venham as eleições, que venha a novo legislatura.
 

Luiz Felipe Rocha da Palma (Phil Palma) é publicitário. Nas “horas vagas” (às quartas) comanda o programa “Praia do Phil” pela rádio Universitária FM, onde defende os LGBTs e denuncia a homofobia. Fale com o autor: [email protected]

Mais Lidas