O PSDB nacional veiculou na noite dessa quinta-feira (17) seu programa eleitoral com fortes críticas ao governo Michel Temer. O programa de dez minutos defendeu o parlamentarismo e disparou contra o que chamou de “presidencialismo de cooptação”. O programa, como destacou o senador tucano Ricardo Ferraço, foi “ousado e teve a humildade de reconhecer o erro”. Também aproveitou para atacar o PT como responsável pela crise.
Os estilhaços da bomba tucana também chegam ao Estado de forma bem positiva para o governador Paulo Hartung (PMDB), que tem buscado cada vez mais manter distância segura de Temer. Esse posicionamento facilita a movimentação de Hartung, que apareceu recentemente em reunião com a cúpula tucana nacional, sobretudo com o presidente interino do partido, senador Tasso Jereissati (CE), que comanda esse movimento oposicionista.
Hartung quer deixar o PMDB justamente para se livrar da imagem negativa do presidente e, com o perfil oposicionista, ele se afina do projeto tucano, até porque ninguém quer lembrar o almoço pré-impeachment, de Hartung com Temer em dezembro de 2015.
Já para a senadora Rose de Freitas, esse movimento afasta o PSDB de seu arco de interesse. Esta semana, o ex-governador Renato Casagrande (PSB) esteve em Brasília ao lado de Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) para conversar com Rose.
Nos meios políticos se fala de uma aliança das três lideranças para a disputa do próximo ano, como enfrentamento ao palanque do governador Paulo Hartung. Mas o posicionamento do grupo pode ficar prejudicado já que o DNA de Temer está muito marcado nas ações de Rose, que vem mantendo seu capital político com acesso ao ministério de Temer e, também com o presidente.
A movimentação das lideranças políticas para o processo eleitoral do próximo ano vai depender muito do posicionamento das forças políticas nacionais, já que a disputa pela presidência da República vai mexer com os cenários estaduais como nunca antes. As lideranças tucanas no Estado vivem uma situação parecida com a que a cúpula nacional apresenta. O ninho é rachado no Estado entre lideranças que embarcam no grupo do governador Paulo Hartung e a Executiva estadual que está cada vez mais distante do Palácio Anchieta.
Depois de ter rejeitado seu ingresso no ninho tucano pela Estadual, Hartung busca apoio na cúpula nacional para abrir caminho de filiação ao partido, embora ainda não haja uma definição sobre o destino do governador. Além do PSDB, ele também conversa com o DEM. Mas confirmando-se esse afastamento do grupo de Temer, o partido pode repetir em 2018, a aliança já consolidada em disputas passadas com o DEM, o que torna a situação bem confortável para Hartung.
Fragmentos:
1 – A Assembleia Legislativa pode ter dois candidatos ao Senado em 2018, Amaro Neto (SD) e Sergio Majeski (PSDB). O que enche os olhos de quem está fora e quer ascender ao Legislativo estadual, com a abertura de pelo menos duas vagas.
2 – Enquanto Vitória a educação mergulha em uma situação de intolerância religiosa, uma escola estadual na Serra, promove, nesta terça-feira (22), em Nova Almeida, um seminário sobre o tema com a participação de representantes de várias denominações religiosas.
3 – Na próxima segunda-feira, (21), a deputada estadual Luzia Toledo (PMDB) realiza sessão solene em homenagem à Maçonaria no Espírito Santo. O evento é tradicional no calendário da Assembleia e vai homenagear os maçons que se destacaram em diversos campos de atuação.

