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Excelência por excelência

Na palestra do governador Renato Casagrande (PSB), nessa quarta-feira (4), durante o Congresso dos Tribunais de Contas do Brasil, que acontece em Vitória, ficou no ar o discurso de excelência de seu governo. Para os meios políticos, fica a leitura de que o governador também está se preparando para enfrentar o único embate possível com seu antecessor, que é o da comparação das gestões.
 
Isso porque o ex-governador Paulo Hartung coloca nos meios políticos a ideia de que seu governo foi primoroso. Defende a ideia da excelência, faz palestras Estado afora sobre qualidade na gestão, publica artigos sobre esse tema, coloca-se como um grande gestor, que tem um sucessor fraco. 
 
Essa discussão é muito complexa. Primeiro pela própria questão temporal, já que Casagrande está concluindo o seu primeiro mandato e Hartung  esteve oito anos no governo. Há uma diferença também em relação aos momentos históricos e relações exteriores. Quando assumiu, Hartung tinha uma dívida enorme que só conseguiu equilibrar graças à antecipação dos royalties do petróleo. 
 
Casagrande, quando assumiu, tinha um certo colchão de R$ 600 milhões, que na verdade já tinha destinação certa, por isso, não pode ser considerado lastro de recursos. Além disso, o governador passou os dois primeiros anos tentando combater as iminentes perdas de recursos federais. 
 
Evidentemente, o governo Casagrande não é um governo de excelência, há muitos problemas para serem resolvidos, sobretudo nas áreas essenciais, mas também não dá para dizer que seu antecessor foi esse primor todo. O governo de Hartung foi arcado por uma extrema internacionalização da economia capixaba e o privilégio da elite econômica do Estado. 
 
Se Casagrande peca nos problemas sociais, no governo passado eles sequer foram considerados. Havia sempre uma promessa de futuro, que nunca se concretizou. O embate, portanto, será interessante. Casagrande tem um governo cheio de lacunas para defender e Hartung um governo de vitrine, mas vitrines podem ser facilmente quebradas. Por isso, ou haverá um tiroteio ou  optarão pela defensiva. 
 
Fragmentos:
 
1 – É cada vez mais evidente a falta de tato da classe política para lidar com as redes sociais. A voz que vem de lá é perigosa demais. Tanto que querem calá-la. Será que conseguirão? 
 
2 – Os atritos entre o atual prefeito de Guarapari Orly Miguel e o ex-prefeito Edson Magalhães, ambos do DEM, estariam aumentando. Será que isso se reflete na eleição do próximo ano?
 
3 – Mas duas semanas e começará o recesso parlamentar na Assembleia Legislativa. Tudo indica, porém, que o período será de muito trabalho na construção de palanques para 2014.

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