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Faça o que eu digo

O argumento dos deputados governistas para acelerar o processo de discussão do Plano Estadual de Educação (PEE) está longe de convencer a comunidade escolar. Dizer que o governo merece o crédito porque venceu a eleição é o mesmo que dizer que a sociedade só pode influir nas discussões do Estado por meio do voto e de quatro em quatro anos, e não é bem assim. 
 
A falta de argumento para tentar justificar a ausência de diálogo do governo com a sociedade na discussão da elaboração das metas para esta década em uma área tão cara à sociedade, como a Educação, mostra que o discurso destoa da prática. Antes da campanha, durante o processo eleitoral, e depois dele, Paulo Hartung (PMDB) tentou se colocar como um político defensor da educação, mas se no discurso parecia dominar o assunto – embora haja controvérsias -, na prática ele mostra que educação não é um processo democrático em sua visão. 
 
Outra argumentação que não convence é de que o conselho de educação não se reuniu porque, com o novo governo, houve substituição dos membros. Demorou cinco meses para isso? Fica evidente que o governo quis fazer o plano de acordo com seu interesse. Dizer que não há como fazer a conferência, porque  não há mais tempo? E o pedido de audiência pública do deputado Bruno Lamas (PSB), apresentado em abril? 
 
Ficou claro que o governo não quis repetir na discussão do PEE o que aconteceu na discussão do Escola Viva. O governo não esperava que a comunidade escolar quisesse de fato discutir o assunto. Subestimou a sociedade e o secretário, Haroldo Rocha, ficou sem saber o que dizer diante da comunidade. Não quis passar pela mesma “saia justa”. Ficou melhor? 
 
O governo jogou a responsabilidade no colo dos deputados estaduais. Como a Assembleia é uma instituição que já não surpreende pela subserviência, independentemente do governo, e não se abala nem com a pressão popular na porta do plenário, os deputados que se virem. Agora, o que não cabe é o governo dizer que o projeto foi discutido, que houve diálogo com a sociedade. Isso, não dá!
 
Fragmentos:
 
1 – Os deputados estaduais ficaram indignados com a afirmação do deputado Sérgio Majeski (PSDB) de que votam de acordo com a determinação do Palácio Anchieta. Não dá para entender a revolta, ele não falou mentira nenhuma. 
 
2 – Na discussão sobre a proposta do deputado Enivaldo dos Anjos (PSD) que quer fazer auditoria em aparelhos de escutas telefônicas do Estado, chama a atenção o silêncio do deputado Euclério Sampaio (PDT), que em um passado não tão distante foi relator de uma CPI sobre o assunto. 
 
3 – A emenda do deputado José Carlos Nunes (PT) ao Plano Estadual de Educação (PEE), que institui a eleição direta para diretor de escola, foi rejeitada pelos deputados. Ou seja, as indicações políticas para esses cargos vão continuar acontecendo sem critério no Estado. 

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