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Falando sozinho

Para construir seu discurso de reeleição e tentar mostrar um comparativo entre seus quatro anos contra os oito do ex-governador Paulo Hartung, o governador Renato Casagrande partiu para o ataque. Mas sem a resposta do adversário – ou pelo menos do suposto adversário – fica parecendo conversa de “bêbado com delegado”. 
 
Hartung mantém o silêncio e o presidente do PMDB, o deputado federal Lelo Coimbra, que não é candidato ao governo, é quem responde do outro lado. Isso desequilibra o debate e deixa o discurso solto, perdido no tempo. Casagrande vem chamando Hartung para o ringue, mas o ex-governador continua se esquivando. Até quando?
 
O governador decidiu que é hora de atacar é agora, depois de três anos e meio compartilhando seu governo com os aliados de Hartung – e ainda há nomes na equipe de Casagrande ligados ao ex-governador. O socialista entendeu que este é o momento de devolver todas as contas que foram deixadas em cima de sua mesa pelo antecessor. 
 
A forma que ele vem usando, porém, ainda não é o que se espera para um debate polarizado, ainda mais com tanta antecedência assim do pleito. Se é para atacar, tem de ser uma tacada certeira, mas o governador usa um discurso difuso, que é inteligível apenas para quem acompanha assiduamente os movimentos políticos. 
 
Para o público em geral, suas palavras não atingem o objetivo esperado, que seria desidratar a candidatura do ex-governador. O que intriga os meios políticos hoje é o motivo do silêncio de Hartung. Estaria ele intimidado pelo volume que Casagrande tem mostrado em seu palanque ou apenas aguardando o momento de dar a resposta certeira e definitiva? 
 
Fragmentos:
 
1 – A reportagem de A Gazeta desse domingo (18), recorda o momento em que o então vice-governador Renato Casagrande rompera com o governador Vítor Buaiz. Mas em que momento foi isso? Afinal, além de vice, o socialista comandou direta e indiretamente a toda poderosa Secretara de Agricultura até o último segundo do governo petista.
 
2 –  Em Colatina, noroeste do Estado, a renúncia do bispo Dom Décio Sossai Zandonade ainda não afetou politicamente o município. Na verdade, a população está desacreditada da classe política como um todo e, talvez, nem o Papa seria capaz de ajudar.
 
3 – Ana Rita brigou pela candidatura ao Senado enquanto o PT estava em conversas com o PSB. Agora o partido vai sozinho e a vaga ficaria novamente aberta, se João Coser tiver que ser candidato ao governo. Mas, agora, será que ainda há interesse na vaga?

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