
No primeiro discurso na Assembleia Legislativa após o segundo turno da eleição municipal, quando perdeu para o prefeito de Vitória Luciano Rezende (PPS) por pouco mais de quatro mil votos, o deputado estadual Amaro Neto (SD) criou a expectativa no mercado político de que, agora, teria um mandato mais atuante e de visibilidade, até para aproveitar o capital consolidado na segunda maior vitrine política do Estado. O tema escolhido representa um abacaxi para o governo Paulo Hartung (PMDB): mobilidade, mais precisamente Aquaviário, também tratado em sua campanha eleitoral. No dia seguinte, essa terça-feira (8), lá foi Amaro de novo subir à tribuna para repetir o tema, porém, com foco no BRT, do qual o governo já sinalizava o enterro. Aí, nesta quarta-feira (9), chegou o “grande dia” de a Assembleia Legislativa sepultar de vez o projeto, alterando o Programa de Investimentos em Mobilidade Urbana da Região Metropolitana da Grande Vitória. A lei, sancionada pelo próprio Hartung em 2010, autorizava o Executivo a contratar junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) operação de crédito de até R$ 530 milhões destinada à implantação do BRT, mas o dinheiro será aplicado em outras intervenções. O único que criticou e votou contrário à proposta em plenário foi Sérgio Majeski (PSDB). Depois de levantar a peteca, onde estava Amaro, afinal?
E o dindim, ó…
Ainda na sessão desta quarta, Da Vitória (PDT) cobrou do governo respostas sobre a concretização das emendas parlamentares feitas ao Orçamento de 2015 e 2016. Ainda não foram pagas e os deputados estão de bolsos vazios.
Faltou
Ausência sentida na foto oficial do encontro no Supremo Tribunal Federal (STF) entre a ministra Cármen Lúcia e governadores nessa terça-feira (8): Hartung. A conversa foi sobre processos referentes à Lei de Repatriação de Capitais (Lei 13.254/2016), que alegam prejudicar as finanças estaduais. Alguns estados, inclusive o Espírito Santo, entraram com ação questionando a legislação.
Quarteto
O prefeito eleito de Vila Velha, Max Filho (PSDB), segue na missão de mostrar interlocução com o governo Temer e quem mais couber na sua arca. Nessa terça, acompanhado dos senadores Ricardo Ferraço (PSDB) e Magno Malta (PR), se reuniu em Brasília com o presidente e jura ter recebido garantias de “total apoio” à prefeitura em seu mandato. Não faltou, é claro, a foto dos quatro juntos.
Recuperação
O deputado federal Paulo Foletto, presidente do PSB no Estado, agradeceu nas redes sociais o apoio que tem recebido após a cirurgia para retirada de um tumor na medula. A previsão é que ele receba alta na próxima semana.
Novo comando
Os desembargadores Mário Ribeiro Cantarino Neto e Lino Faria Petelinkar foram eleitos, respectivamente, presidente e vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho do Estado (TRT-ES) para o biênio 2017/2018. A eleição foi realizada durante sessão do Pleno nesta quarta. Mário Ribeiro substituirá o atual presidente José Carlos Rizk.
Mão amiga
O governo do Estado vai retirar R$ 3,7 milhões da reserva de contingência para custear os subsídios das tarifas do Sistema Transcol. O crédito suplementar foi aberto por Hartung nessa segunda-feira (7). Não foi a primeira vez este ano que o Estado sai em socorro dos empresários de ônibus. O orçamento para 2017 destina R$ 74,3 milhões com essa subvenção social.
Entrelinhas
Uma frase no Facebook do prefeito reeleito de Baixo Guandu, Neto Barros (PCdoB), despertou a curiosidade nos bastidores: “Se está ruim para você, imagina para quem pediu licença sem vencimento por 4 anos em 2013 achando que não teria reeleição”. Por lá, teve quem entendesse, com risadas, e também quem questionasse. Palpites?
Acabou o interesse
Passadas as eleições, as redes sociais dos políticos voltam à mesmice, leia-se falta de atualizações. A maioria some…até a próxima disputa, claro!
140 toques
“Estou assustado com as manobras antirregimentais e ilegais que os vereadores estão tomando para tentar aprovar a LOA 2017 sem discussão”. Vereador de Vitória, Max da Mata – PDT – no Twitter).
PENSAMENTO:
“Tudo começa em mística e termina em política”. Charles Péguy

