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Ferramenta política

As primeiras movimentações do governo do Estado na área de educação mostram que o discurso de prioridade com esse tema não passava de bandeira eleitoral. Depois de cortar recursos no orçamento para essa área, cancelar concurso e demitir comissionados que atuavam nas escolas, o governo do Estado chama prefeito que não consegue cuidar das escolas de incompetente. 
 
Hartung vem falando de educação há muito tempo, mas a forma como ele falava era muito abstrata, sem aprofundar em uma discussão prática. Além disso, seu secretário da área, como na primeira passagem pelo governo do Estado, não é um especialista na área de educação. Primeiro foi Lelo Coimbra e depois Haroldo Correa Rocha. Agora, novamente Haroldo está à frente da pasta e com um discurso que parece pronto no governo. 
 
Quando alguém reclama, não aceita as determinações do grupo de Hartung, é incompetente. Enquanto isso, a educação continua do mesmo jeito que Hartung deixou o governo depois de oito anos: sem norte. 
 
Tanto a gestão de Lelo quanto a de Haroldo, nas passagens anteriores pelo governo, trouxeram um ganho na educação. Quem não se lembra dos quadros interativos que o governo lançou com pompa e que hoje estão nos depósitos das escolas sem que ninguém saiba operá-los. 
 
A verdade é que no Palácio Anchieta a preocupação maior parece ser o fazer política e não o fazer governo. Será que algum prefeito que estava com Renato Casagrande na campanha realmente acreditou que a eleição são “águas passadas” para Hartung? Bom, ele não é disso. 
 
Assim como está fazendo com a educação, vai fazer com outras áreas também. Basta ver os prefeitos correrem o pires com os secretários, sem sucesso. Mas quando o governador vai a Brasília pedir ajuda, o discurso é diferente. Aí é o governo federal que discrimina o Espírito Santo e tal…
 
Até quando esse discurso vai se sustentar, não sabe. Mas para quem prometeu uma revolução na área de educação, o ritmo está lento e a impressão não é das melhores. 

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