Abro o jornal, ligo o rádio ou a televisão, acesso uma rede social, e só tem má notícia. Primeira lei do jornalismo fácil, boa notícia não vende! Culpa deles, que precisam garantir o brioche de todo dia, ou dos sadistas, sempre ávidos de saber quem está pior do que nós? Hoje, primeira coluna do ano, superados os excessos do Natal e da passagem de ano, só transmito boas notícias.
A Fundação Bill e Melinda Gates doou 60 bilhões de dólares para ajudar os pobres do mundo, no defunto 2015. Bill disse: “A vida das pessoas nos países pobres vai melhorar mais nos próximos 15 anos do que em todos os outros anos na história”. Bom saber disto. Alvissareiras são as metas da fundação para os próximos anos: redução da AIDs e do Ebola e a criação de uma vacina para erradicar a malária. Ainda existe? Pois é.
Melinda anunciou que a fundação investirá US$ 776 milhões nos próximos seis anos para reduzir o índice de desnutrição e mortalidade infantil nos países pobres. Enquanto isso, a Unicef e a Organização Mundial da Saúde, que também estão na ativa, anunciaram que em 2020 o uso de vacinas será de 90% em todos os países. Essa porcentagem hoje só é alcançada nos países do primeiro mundo.
Em um dos milhares de McDonald’s do mundo, um paraplégico pediu a um dos caixas que o ajudasse a comer. Kenny, o atendente, fechou a registradora, lavou as mãos, pôs luvas e se sentou com o freguês, cortando a comida e ajudando-o com a refeição. Uma freguesa viu a cena, fotografou e postou em seu Facebook – teve mais de 3 milhões de acessos. E tem o caso do motorista de um ônibus escolar que parou o carro cheio de crianças para dar esmola a um mendigo.
Uma mulher na Índia deu à luz em um Uber, que chegou primeiro do que a ambulância solicitada. O motorista ajudou no parto e levou a parturiente e a criança para o hospital. Tendo a honra de escolher o nome do menino, o rapaz foi modesto, e escolheu Uber; portanto, nasceu na Índia o primeiro Uber humano. Na França, o governo cria lei obrigando os supermercados a distribuir, de graça, os produtos não vendidos.
Alex Hovater, de seis anos, abriu mão dos presentes de Natal, usando o dinheiro para comprar e distribuir pacotes com agasalhos e artigos de primeira necessidade para os mendigos. Em Halifax, na Nova Escócia, um grupo de garotas recolheram agasalhos e penduraram nos postes, sinais de trânsito e árvores das ruas, com uma etiqueta: “Não estou perdido. Se você estiver com frio, leve-me para se aquecer” . Nos bolsos dos casacos elas puseram luvas, echarpes e gorros.
Desde que a Rainha Elizabeth subiu ao trono da Inglaterra, em 1952, um ex-combatente da Turquia lhe enviava todos os anos um cartão de Natal. Em 1972, quando a rainha esteve na Turquia, ele teve a sorte de a encontrar em uma recepção, em Izmir. Chegando sua vez de cumprimentar a soberana, ao invés do tradicional aperto de mão que os outros receberam, ela sorriu e disse, “Então é você que me manda aqueles adoráveis cartões?”
Elizabeth de vez em quando quebra o protocolo. Certa vez, deixou o carro oficial para ir cumprimentar crianças em um ônibus escolar. Novos estudos revelam que um copo de vinho diariamente melhora o colesterol e os níveis de glicose do sangue nos casos de diabete 2. Embora o vinho branco também faça efeito, o tinto é mais eficaz para aumentar os níveis do ‘bom’ colesterol.
O último índice Eco-Driving Index da Universidade de Michigan revela que a emissão de carbono dos veículos nos Estados Unidos caiu em 22% nos últimos sete anos, e que nos próximos anos a economia de combustível dos novos veículos reduzirá mais a emissão do que as normas regulatórias que o governo impõe às usinas. Last but not least, os Estados Unidos têm mais árvores hoje do que há 60 anos.

