
Se há alguém vibrando com a abertura do processo da Executiva Nacional do PDT que irá decidir sobre a expulsão dos deputados federais que descumpriram a determinação do partido e votaram a favor do impeachment da presidente Dilma, como anunciado nesta segunda-feira (18), é o prefeito da Serra Audifax Barcelos (Rede). O motivo é óbvio: será ele o principal beneficiado no caso da história “vingar”, já que isso tira do caminho o ex-prefeito e adversário de primeira linha, Sérgio Vidigal. Com a saída do PDT, Vidigal perderá a legenda para a disputa à prefeitura da Serra mesmo migrando de sigla, já que terminou o prazo para filiações. Depois de muito articular para tentar limpar ao máximo o campo eleitoral, a notícia soa como canção para Audifax, que sempre polarizou em disputas municipais contra o grupo de Vidigal. Também cai como luva para o governador Paulo Hartung (PMDB), que vem se esforçando para convencer Vidigal a desistir da candidatura, prometendo “mundos e fundos”. O governador, nunca é demais lembrar, trata da eleição na Serra com prioridade, porque perdeu no município para seu antecessor e rival Renato Casagrande (PSB), que também precisará marcar território com um palanque. Em plena segunda-feira, ainda na ressaca da longa votação desse domingo (17) na Câmara dos Deputados, Audifax deve estar rindo à toa. Seria muito bom para ser verdade, hein, prefeito?!
No colo
Fora a questão eleitoral, com a expulsão, a Executiva Estadual irá sofrer intervenção e Vidigal será destituído do cargo de presidente regional do partido. O que abriria espaço para o deputado estadual Da Vitória, hoje vice-presidente do PDT no Estado.
Nem cosquinha
A propósito, o PDT no Estado enviou à direção nacional, antes da votação, uma carta de apoio a Vidigal por seu posicionamento. Adiantou muito, só que não.
Democracia?
Dirigentes do PT no Estado postaram foto nas redes sociais denunciando a tentativa de arrombamento da porta na sede do partido no Centro de Vitória na noite passada, após a votação do impeachment da presidente Dilma. Dizem que também defecaram – argh! – no local. A que ponto chegamos…
Pedalada
Perguntinha que está circulando no Facebook. “E agora? Será que o imperador (como gosta de ser chamado) Paulo Hartung (PMDB), atual governante do Espírito Santo, também sofrerá o processo de impeachment?”. Tem “meme” e tudo mais.
Oba-oba
Mais uma inauguração na conta do governo. Na manhã desta segunda-feira (18), Hartung e sua trupe lançaram as obras de duplicação da BR 101. O evento ocorre poucos dias depois de a comissão externa da Câmara dos Deputados ter denunciado a ECO 101 à Procuradoria Geral da República. Em dois anos de concessão, a empresa não realizou nenhum investimento significativo na rodovia. Já em relação aos pedágios, sobram reajustes!
Espaços
A CPI dos Táxis da Câmara de Vitória realiza sua primeira reunião nesta terça-feira (19), às 15h30. É para votar quem ficará com as funções de presidência e relatoria. Os membros, como adiantado pela coluna, já estão definidos: Serjão Magalhães (PTB), Reinaldo Bolão (PT) e Devanir Ferreira (PRB).
Já vai tarde
Da ONG Juntos – SOS Espírito Santo Ambiente sobre a saída de Rodrigo Júdice da Secretaria de Estado de Meio Ambiente: “Demorou a descobrir que ‘cada macacão tem seu galho’ e este nunca foi o seu. O cidadão capixaba agradece”.
Sem justificativa
Um abaixo-assinado que circula nas redes sociais denuncia uma medida considerada autoritária do reitor da Ufes, Reinaldo Centuducatte, de proibir a venda informal na universidade (sobremesas, lanches, livros e etc.). As reações são, de fato, necessárias. Primeiro, a Ufes é pública, segundo, muitos alunos, principalmente aqueles com menos condições financeiras, dependem dessa renda até mesmo para continuar estudando. Vem cá, a Ufes não tem problema nenhum que mereça atenção do reitor, não?
140 toques
“Vandalismo na sede PT-ES. Covardes sempre se escondem nas sombras. Não tememos vocês”. (Ex-deputada federal Iriny Lopes – PT – no Twitter).
PENSAMENTO:
“Em política, o importante não é ter razão, mas que a dêem a alguém”. Konrad Adenauer

