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Nos dois primeiros mandatos do governador Paulo Hartung (PMDB), chamou atenção da classe política a visibilidade dada ao então secretário de Segurança, Rodney Miranda (DEM), que em 2010 colheu os frutos dessa impulsionada, com sua eleição para a Assembleia Legislativa, como o deputado mais bem votado daquele ano.

Dois anos depois, Rodney Miranda se candidatou a prefeito em Vila Velha e venceu a disputa como o “candidato do Hartung”. Com apoio de dois demistas fortes, Elcio Alvares e Theodorico Ferraço, o DEM foi entregue ao secretário para que pudesse se fortalecer politicamente e vencer o pleito municipal.

Rodney se elegeu na “onda da mudança”, com uma estratégia de comunicação eficiente. Com roupa camuflada, logo se tornou o “rambo” do governo. Vendeu a ideia de que seria um nome em condições de atacar um dos grandes problemas de uma cidade grande e problemática como Vila Velha: a segurança pública.

Não foi, antes mesmo de completar um ano de governo, Rodney já protagonizou o episódio que viria a comprometer o restante de seus quatro anos de gestão, com a viagem ao exterior em meio ao pior alagamento causado pela chuva no final de 2012 e início de 2013. Este ano, Rodney foi o único prefeito da Grande Vitória que não se reelegeu e, pior, sequer disputando o segundo turno e impondo ao governador a pior derrota desta eleição.

A expectativa nos meios políticos é de que o governador venha a abrigar Rodney em seu governo nesta segunda parte do mandato. Mas sua aventura eleitoral parece prejudicada até 2018. Mesmo assim, Hartung não parece desanimado em repetir a dose.

Desde o início de sua gestão observa-se uma exposição grande de seu atual secretário de Segurança, André Garcia, que teria pretensões eleitorais e tenta capitalizar politicamente com dados de diminuição de segurança nada confiáveis, mas que repetidos com a ajuda da imprensa corporativa, podem criar uma imagem de eficiência na gestão.

Esse discurso já se mostrou eficiente para disputas proporcionais, o que pode acontecer em 2018. A questão é se depois disso, o grupo do governo tentará novamente uma aventura executiva, que se mostrou muito diferente na sua prática.

Fragmentos:

1 – A Lei Orçamentária Anual 2017 do Estado do Espírito Santo já está na Assembleia Legislativa e em breve entrará em discussão. Com o objetivo de qualificar o debate, o deputado estadual Sergio Majeski (PSDB) elaborou uma cartilha, que traz o que é a  lei e como a população pode propor alterações.

2 – O tucano também apresentou um projeto que pode dar dor de cabeça ao governo do Estado, sempre tão condescendente com grandes empresas. A matéria proíbe a concessão de outorgas para projetos que demandem usos intensivos em períodos de escassez hídrica e determina que seja dada publicidade às outorgas concedidas.

3 – Na segunda-feira (7), a Assembleia Legislativa receberá os prefeitos eleitos do Estado e suas equipes de transição, para o I Encontro Estadual sobre a Transição de Governo nas Prefeituras. No dia 10 de novembro, será a vez de os vereadores eleitos participarem do Seminário “Capacitação em Poder Legislativo Municipal”.

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