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Terça, 26 Janeiro 2021

Fim da ideologia

 

Com a criação do Partido Ecológico Nacional (PEN), o Brasil chega à marca de 30 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O pluripartidarismo foi implantado no País a partir da abertura política. Até então as forças se dividiam entre MDB e Arena. O Partido Comunista era clandestino. 
 
Cada uma destas siglas defende uma ideia, uma ideologia, desde o Partido Verde, ao Partido da Social Democracia, passando pelo Partido dos Trabalhadores, progressistas, socialistas e comunistas. Tem escolha para todos os gostos. Mas, será que tem mesmo? Na última década os acordos para garantir a governabilidade e a ascensão de figuras de impacto social criaram um novo modelo de se fazer política. 
 
Desde a abertura democrática, os presidentes que se sucederam não representaram a ideologia dos partidos pelos quais foram eleitos. Talvez Fernando Henrique Cardoso, com sua política neoliberal, tenha sido o mais próximo do que prega o PSDB. Mas o governo não foi tucano e sim o governo FHC. Da mesma forma a figura de Lula marcou e ainda marca a passagem do PT no governo federal. Dilma não é uma petista de carteirinha, é uma figura forte ligada a Lula. 
 
No Espírito Santo, essa mudança de comportamento político é ainda mais evidente. O ex-governador Paulo Hartung, já foi tucano, socialista, popular-socialista, hoje é peemedebista, e pode ser que volte a ser tucano. Mas nada disso tem relação com seu modo de agir no meio político. Independentemente da agremiação partidária em que está filiado, Hartung é um político de grupo e para onde vai seus aliados. 
 
Personifica a política a ponto de dizer que está livre, leve e solto, esquecendo-se que tem um partido político com uma ficha assinada por ele. Enfrenta em alguns casos seus próprios correligionários, em busca de vitória, sem defender em nenhum momento os ideias dos partidos pelos quais passa. Por isso mesmo, vem acumulando desafetos nas Executivas Nacionais dos partidos em que passou. 
 
Mas o que acontece quando a figura no palanque se apaga? Esse é o grande problema da política personalista. As pessoas passam, as ideias ficam. 

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