Junho chega anunciando o fim do prazo das lideranças políticas e do eleitorado para tolerar o discurso do mau vencedor de que a culpa por tudo estar errado é de seu antecessor. É sempre assim, em 2013, quando os prefeitos assumiram seus mandatos, o chororô foi geral e durou por longos seis meses.
Alguns prefeitos, como Rodney Miranda (DEM) e Juninho (PPS), nem entenderam essa convenção e continuaram atacando seus antecessores ainda no segundo semestre e 2014 adentro. Não cabe. Todo mundo sabe que esse discurso só vale por seis meses.
Com a chegada do segundo semestre do primeiro ano de governo, o discurso tem de ser abandonado pelos “estamos fazendo”, “estamos captando recursos para fazer”, “estamos iniciando um projeto para dar início à obra” . É o tempo de promessas.
Esse jogo de acusações entre o governador Paulo Hartung (PMDB) e o ex-governador Renato Casagrande (PSB) não pode se prolongar até o próximo ano e ai deles se forem para dentro dos municípios com esse debate. Vai ser ruim para os dois.
A partir do próximo semestre, cada um que cuide de suas missões: Hartung tem que mostrar a tal “chacoalhada” que prometeu dar no Estado. Precisa atrair investimentos, conseguir emplacar projetos e captar recursos do governo federal e, sobretudo, socorrer os prefeitos.
Não apenas um ou outro prefeito amigo, mas o maior número possível. Ele venceu no interior e precisa dar resposta a esse eleitorado. Já na Grande Vitória, precisa conquistar o eleitor que não acreditou muito nele, lhe impondo algumas derrotas na região.
Quanto a Renato Casagrande, a missão é reorganizar o partido, atrair lideranças, colocar nomes no maior número de municípios em 2016, sem qualquer hesitação. Defender seu governo é uma coisa, entrar na picuinha sem fim é outra.
É preciso pensar para frente e não se apegar ao passado. Chega de chororô!

