Uma prática que vem se tornando comum e se espalhando em todas as prefeituras e até nos governos dos estados é a existência de um membro da equipe, de inteira confiança do prefeito ou governador, que se encarrega de fazer os encaixes dos aliados na estrutura do governo.
Os comissionados vêm com a indicação do vereador, da liderança de bairro, e de outras entidades e agentes políticos e passam pelo crivo dessa pessoa de confiança do gestor.
Todo mundo sabe, mas o sindicato dos servidores faz vista grossa. Não mexendo com os efetivos, os comissionados não incomodam. Mas não é bem assim, afinal, é dever do sindicato trabalhar também na militância política, e deixar que manobras de acomodação de filiados é uma forma de permitir a barganha de cargos, que tanto mal faz ao serviço público.
O problema de deixar isso correr solto é que tudo tem um preço e uma coisa leva a outra. Se o sujeito está sendo acomodado na gestão dessa forma não é por acaso.
Alguma contrapartida existiu ou vai existir, seja pela compra de votos, seja por corrupção mesmo, com irregularidades na gestão, enfim, o problema é muito mais grave do que um amiguinho do prefeito ocupando um cargo público, compromete todo o sistema.
Os sindicatos dos servidores públicos não podem transigir na luta pela valorização do funcionalismo, seja em nível federal, estadual ou municipal. É preciso brigar pelo concurso público, pela estabilidade, por todos os direitos inerentes à carreira no serviço público.
Quem trabalha no serviço público precisa ter o preparo para isso, não pode ser jogado em uma repartição e fingir que está trabalhando e não ser incomodado por isso por ser considerado intocável. Afinal de contas o trabalho do funcionalismo é para atender à sociedade e o serviço deve ter qualidade.
Aliás, o gestor que aposta nessa política atrasada de grupo e não entrega as respostas que a sociedade espera não está conseguindo mais permanecer no poder. É só ver o índice de insatisfação com os atuais gestores. Se querem garantir eleição no futuro, em vez de empregar cabo eleitoral sem experiência, ofereça um serviço de excelência à população que vai ganhar muito mais.
Além disso, é preciso o trabalho nas bases, ficar atento às movimentações políticas e partidárias que se dão nas disputas das bases, não permitindo que o interesse de grupos se sobressaia ao interesse da coletividade, garantindo assim que as disputas sejam justas e respeitadas.
Acordem servidores!

