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Flertando com a burguesia

A CUT, que é uma central criada nos primórdios da origem do PT para ajudar a classe trabalhadora a se conscientizar sobre um socialismo que abrangesse a maioria da sociedade, se perdeu nesse caminho. Comemora seus 30 anos de vida com seu adversário histórico: a burguesia. 
 
Na última sexta-feira (13), o presidente da Central no Espírito Santo, José Carlos Nunes, fez um petit comité no clube Ítalo, na Ilha do Boi, em Vitória. Entre os convidados, pouco menos de 100 pessoas, alguns sindicalistas escolhidos a dedo. O motivo era comemorar os 30 anos da CUT. 
 
A coluna entende que os trabalhadores merecem uma festa requintada, mas no ambiente deles. E trabalhador naquela festa não tinha. E aí vem a pergunta: onde está o pessoal da frente sindical que fundou a CUT no Estado? Muitos companheiros que participaram dessa fundação devem estar arrependidos.
 
É importante destacar neste contexto quem é Nunes. Ele não participou dessa origem da Central. É criação do Sindicato dos Comerciários e ganhou projeção pelas mãos de Tarciso Vargas, que é grande articulador do braço sindical do PT, vindo do Sindicato dos Metalúrgicos. 
 
Tem que destacar também que muitos dirigentes foram convidados e se sentiram envergonhados. E quem deveria ter sido convidado, não foi. A festa da CUT mostra um novo modelo de dirigente sindical, que visa a manutenção do poder e cada vez mais se distancia da verdadeira função do sindicato, que é a de se aproximar do chão da fábrica e não da burguesia. 
 
Enquanto a cúpula sindical do Estado se regala em finos rega-bofes, os sindicatos estão cada vez mais esvaziados e desacreditados pela população. Os dirigentes não gostam quando a coluna fica pegando no pé. Mas como fechar os olhos para essa aberração?
 
Nunes quer ser deputado. Mas como vai ser deputado se está se afastando cada vez mais de sua base eleitoral. Só poder não vai elegê-lo. Nunes, Nunes, a peãozada também vota.

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