Na marcha dos prefeitos à Capital nessa quinta-feira (8), a ausência percebida foi a dos prefeitos da Grande Vitória, e isso não espanta os meios políticos. Querendo ou não, essa movimentação afeta o governador Paulo Hartung (PMDB), que pode vir a ser cobrado se os prefeitos começarem a jogar a coisa na conta dele em suas bases.
Na Grande Vitória, como os interesses são grandes, a discussão passa por outro caminho. Rodney Miranda (DEM), em Vila Velha, é o prefeito eleito com o apoio do governador. O prefeito de Cariacica, Geraldo Luzia, Juninho (PPS), também é aliado.
Eleitos no palanque do ex-governador Renato Casagrande (PSB) também tentam aproximação com o chefe do executivo estadual. O prefeito de Vitória Luciano Rezende (PPS) faz de tudo para tentar se aproximar do governador, assim como o da Serra, Audifax Barcelos (Rede).
Esses prefeitos não participaram da manifestação. São prefeituras que por mais grave que seja a crise, estão em uma situação melhor do que a dos municípios do interior. Politicamente, para o governador também conta mais a Grande Vitória, já que aqui está a maioria do eleitorado e onde ele teve seu pior desempenho.
Neste sentido, a discussão da crise deve passar por um outro caminho. Quanto ao interior, onde Hartung teve um bom desempenho, a situação é mais controlada, já que seu acordo foi com os principais adversários dos atuais gestores.
Como a crise os afeta diretamente, essas lideranças que estiveram com Hartung se transformam em seus aliados, e para o governador é interessante que vençam o pleito do próximo ano, para se tornarem cabos eleitorais em potencial para 2018, embora ainda não se saiba qual será o interesse do governador até lá.