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Foco no movimento sindical

Em um momento de tanta fragilidade política para a classe trabalhadora, cabe às direções sindicais fazerem uma reflexão sobre está sendo feito o trabalho dentro do próprio movimento. A coluna já falou aqui em outras oportunidades sobre a movimentação política interna, que vem garantido a perpetuação das direções à frente dos sindicatos. 
 
Mas para quê determinados grupos querem ficar tanto tempo à frente dos sindicatos, se o foco está em outras coisas, além da luta de classe? O que vemos é uma vasta quantidade de dirigentes sindicais de meio expediente. Gente que está no sindicato, mas acaba assumindo outras funções fora daquele ambiente.
 
Se a legislação garante ao dirigente à dedicação à sua atuação sindical, então, o que se espera é que essa dedicação seja exclusiva. Que os dirigentes façam suas ações dentro do sindicato e não dividam o tempo com outras funções. 
 
Coisa para fazer é que não falta. A mobilização das categorias, a preparação do debate com o empresariado, a formação política, enfim, os sindicatos têm que se dedicar às suas funções. Não basta se mobilizar em tempos de data base e na hora da eleição. 
 
Por essas e outras, o movimento da direita tem ocupado a rua e pressionado o governo, na tentativa de um golpe. Se o movimento sindical não tender sua importância da sua participação no processo político do País, quando acordar, vai ser tarde demais. 
 
Dedicação exclusiva já!

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