Enquanto, PT, PMDB e PSB se digladiam internamente pelos controles partidários e o PR oscila ente candidatura majoritária ou não, as chamadas forças aliadas aguardam a definição do cenário para iniciar a movimentação. Sem candidaturas ao governo ou ao Senado, alguns partidos se transformaram em verdadeiras noivas a serem cortejadas para a eleição do próximo ano.
O PDT é uma delas. O partido é o segundo em número de filiados no Espírito Santo. O partido tem oito prefeitos, uma deputada federal, quatro deputados estaduais e um presidente forte, que têm condições de ajudar um candidato ao governo, sem falar que o ex-prefeito Sérgio Vidigal pode ser um grande puxador de votos para proporcional, segurar uma vaga de Senado ou compor em uma vaga de vice.
Outro partido que também tem história no papel de força auxiliar de peso é o PP. O partido também tem um bom número de filiados e candidaturas proporcionais que equilibram chapas. Será interessante para a composição em qualquer um dos palanques que forem erguidos no Estado.
O PPS é outro partido que vai atuar de forma decisiva como força auxiliar. O prefeito de Vitória, Luciano Rezende, conseguiu através de sua eleição dar ao partido um capital político capaz de dar sustentação ao palanque estadual. Neste caso, ele já fez sua escolha, vai ficar ao lado de quem o ajudou em 2012, o governador Renato Casagrande.
Aliás, boa parte das forças auxiliares quer permanecer no palanque do socialista, há dificuldade em entender que o processo de unanimidade que vigia no Estado acabou. Em 2010, Casagrande foi eleito com o apoio de 16 partido e antes de o PMDB ter azedado a conversa, tinha conseguido a adesão de partidos que nem estavam com ele naquela disputa, como o DEM e o PPS.
Além disso, as lideranças trabalham com o movimento da caneta e não da mão que a conduz. Enquanto houver governo, os partidos vão tentar orbitar em torno do Palácio Anchieta e quem tem mais chances de conquistá-lo e hoje essa pessoa é Renato Casagrande.

