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Fortes dissidências

 
O ex-governador Paulo Hartung vai ter problema para concretizar sua candidatura ao governo do Estado dentro do PMDB. A não ser que encontre uma fórmula que não passe por uma disputa em convenção, e sim por simples homologação. Para se ter uma ideia das dificuldades, basta olhar os 169 votos dos seus convencionais. Nos bastidores, já se calcula que dois terços não vão para o ex-governador a seco. Ainda mais se houver outra proposta, como em favor de apoiar o governador Renato Casagrande. Movimentação que, aliás, já se encontra dentro do PMDB. A mesma que reuniu 56 prefeitos e que se ajusta às posições do senador Ricardo Ferraço e do ex-governador e ex-senador Gerson Camata. Casagrande está mais vivo dentro do PMDB do que tudo. Com dois detalhes e tanto: Hartung detesta disputa e tem trauma de convenção.
 
Peso contra
Não há como negar que o atual processo político registra perdas de forças do ex-governador. Especialmente, se o ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) levar a bom termo a coligação do seu partido com Casagrande. Somado ao afastamento do senador Ricardo Ferraço, então…
 
Peso contra II
Além de seus próprios votos, Hartung tinha como referência, em seu antigo grupo, Luiz Paulo e Ferraço. Poderia ser incluído no bolo o deputado federal Lelo Coimbra, que preside o PMDB, mas ele não tem voto. É o ex-governador que o carrega na garupa em todas as eleições.  
 
Vivo
Mas apesar desse quadro político francamente desfavorável ao ex-governador, ele não está morto. Ninguém trama em política, no Espírito Santo, melhor do que ele. Como anda fazendo agora, para impedir que o PSDB feche aliança com Casagrande. 
 
Vivo II
Foi a Brasília, com o presidente do DEM, o prefeito de Vila Velha Rodney Miranda a tiracolo, e armou uma proposta tentadora à eleição presidencial de Aécio Neves (PSDB) no Estado: ele faria o palanque de Aécio com Luiz Paulo Vellozo Lucas para o Senado e a vice ficaria com o DEM. 
 
Em casa
Hartung entrou com a proposta pelo DEM nacional, que a abençoou e levou até Aécio. Como não firma prego sem estopa, adivinhe quem o ex-governador quer emplacar na vice? O seu homem de confiança Neivaldo Bragato, um ex-comunista, que não se sentiu seque melindrado em  trocar de ideologia para bem servir ao seu mestre.
 
No fogo
É realmente jogo para cachorro grande. Aqueles que ainda pensam que o ex-governador possa voltar atrás e aceitar o Senado, numa dobradinha com Casagrande para o governo, repito, o timing já passou. Como passou o de deixar de ser candidato ao governo. A não ser que queira dar adeus à vida política. 
 
No fogo II
Já pensou a política capixaba sem seu grande aprontador? 
 
PENSAMENTO:
“O público admite ser provocado, mas não convertido”. Eric Hobsbawm

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