As escolhas do PSB capixaba causam estranheza nas lideranças políticas. O partido está em franca desidratação, depois da saída do governador Renato Casagrande do governo, mas suas ações para 2016 não apontam um fortalecimento do partido, e sim um encolhimento ainda maior.
Para alguns observadores, o movimento do presidente do partido, deputado federal Paulo Foletto, visa garantir sua reeleição em 2018. Foletto foi reeleito com o apoio do governo do Estado e com uma estratégia que acabou tirando votos de seu companheiro de partido, Vandinho Leite.
Agora as articulações aproximam o PSB da máquina da Prefeitura de Vitória, o que daria condições de o deputado se reeleger em 2018. Já a tendência do partido é chegar ainda mais isolado e desgastado na disputa estadual. Neste sentido, o partido toma um caminho que não é o melhor para o ex-governador Renato Casagrande, que seria um forte candidato na Capital.
Em 2012, quando a sigla estava sob o comando de Macaciel Breda, conseguiu crescer, conquistando 22 prefeituras no Estado – é verdade que de peso mesmo, só a da Serra –, o que criou uma base para Casagrande e fortaleceu a sigla no Estado todo. Mas o grupo de Foletto acabou escanteando Macaciel, que não tinha origem socialista e sim petista, e acabou tomando o controle do partido.
O próprio Foletto poderia ser uma peça importante para o partido em 2016, se disputasse a eleição em Colatina, que é um município de peso no Estado, mas o deputado parece não estar disposto a enfrentar novamente Guerino Balestrassi, seu ex-correligionário, de quem sofreu derrota em 2008.
As movimentações atuais colocam o PSB em risco de sair ainda mais fragilizado da disputa municipal, contrariamente ao desempenho da sigla no restante do Brasil, que só faz aumentar. O movimento é visto como uma ação de legítima defesa de uma única liderança, erro que já comprometeu outros partidos no Espírito Santo.
Fragmentos:
1 – Após as tratoradas na área da educação, os deputados estaduais já entenderam que o “imperador” voltou e sob qualquer pretexto agradecem ao governador Paulo Hartung, por tudo.
2 – O governo do Estado passa agora por uma prova de fogo. A classe política vai acompanhar como o peemedebista vai lidar com movimentos de insatisfação do funcionalismo do Estado.
3 – Os índios do Estado ficam furiosos com o fato de só serem lembrados no dia 19 de abril. O deputado Nunes (PT), que se declarou indígena na ficha do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), apresentou projeto na Assembleia que institui a semana do índio, de 12 a 19. Já é um avanço.

