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Ginástica financeira

Iniciamos mais um ano e antes mesmo que o primeiro dia de 2016 despontasse as expectativas traçadas para ele já não eram promissoras, mas aqui estamos e, com a missão de “sobreviver” e vencer.
 
Se em anos normais já é difícil passar pelos primeiros meses com as contas no azul, que dirá em anos de crise econômica.
 
Os meses entre janeiro e março chegam com despesas extraordinárias, sazonais, porém previstas; ou seja, deveríamos estar preparados para quando elas chegassem. Nessa categoria de despesas estão: rematrícula escolar, a compra dos uniformes e materiais escolares, pagamento das anuidades dos conselhos de classe, o IPTU, dentre outras.
 
Para manter o equilíbrio nas finanças é importante trabalhar o orçamento anual, respeitando as receitas e qualificando as despesas, para que o fluxo de caixa esteja compatível com essas variações. Com essa radiografia na mão, é possível fazer escolhas mais acertadas – no que intervir e como. Por exemplo: algumas despesas podem ser parceladas sem juros, outras podem ser postergadas com um agendamento compatível com a previsão de receitas, para outras o pagamento à vista com um bom desconto, e assim por diante, lembrando que, pior do que perder um desconto é pagar juros de outras despesas.
 
Além de mudar hábitos de consumo, outra estratégia é intervir nas despesas consideradas variáveis, àquelas que acontecem todos os meses, mas sob as quais podemos promover reduções, cortes; ou seja, adequações. Destas despesas podemos citar: as contas de luz, água, telefone – incluindo o celular, gás, TV a cabo, internet, gasto com o deslocamento, seja com carro ou ônibus, com a alimentação e com os cuidados pessoais. Todas passíveis de ajustes, sem que haja a necessidade de sofrimento. Até aqui não temos novidades, tudo isso já sabemos.
 
Isso é ginástica financeira, que visa alcançar resultados no alongamento da receita, no enxugamento das gorduras com as despesas, principalmente nas supérfluas, melhorando a performance financeira da família.
 
Das “receitas” para driblar os efeitos da crise, vale manter a prática da ginástica financeira, além de manter também o foco na análise conjuntural, no planejamento, na organização e na disciplina com o monitoramento, administrando de perto os recursos disponíveis e assim, preservando a sustentabilidade e, consequentemente, a saúde financeira das famílias.
 
Investir na formação e na qualificação profissional continuada é uma boa estratégia para se manter ou se recolocar no mercado de trabalho, pois quanto maior o grau de escolaridade, menor tem sido a taxa de desemprego registrada. Outro ponto para o qual a qualificação profissional influencia é no empreendedorismo.
 
Só devemos “baixar um pouco a nossa guarda” quando observarmos a retomada do crescimento econômico do país, fora isso, continuemos em ritmo de economia de guerra, mantendo a ginástica financeira.
 
O problema está no seu colo, mas a solução está em suas mãos.
 

Ivana Medeiros Zon, Assistente Social, especialista em Saúde da Família e em Saúde Pública,Educadora Financeira, membro da ABEF – Associação Brasileira de Educação Financeira, palestrante, consultora, colunista do Portal EduFin www.edufin.com.br

https://sites.google.com/site/saudefinanceiraivanamzon/

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