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Governo surdo

Aos poucos, a insatisfação dos deputados estaduais com o governo do Estado começa a ganhar voz na Assembleia. Não que haja uma oposição com a qual Paulo Hartung (PMDB) deva se preocupar, mas as reclamações pontuais estão cada vez mais frequentes e incômodas. E tudo por bobagem. 
Por exemplo, se a equipe do governador atendesse os pedidos de informação dos deputados estaduais, muita reclamação poderia ser evitada. O antecessor, Renato Casagrande (PSB), não era um primor na relação com a Assembleia, mas respondia às demandas dos deputados. Não teve problemas com isso. 
Mas o governo atual não se faz de surdo apenas em relação aos pedidos de informação. Também tem a questão da falta de diálogo direto com os secretários, sobretudo com a Casa Civil, comandada pelo ex-deputado Paulo Roberto. A grande crítica ao governo Casagrande era de que os deputados iam até o ex-secretário Luiz Carlos Ciciliotti, ele anotava as demandas, e nada era resolvido. Agora, nem isso. 
O líder do governo também não tem ajudado muito na relação do governador com a Assembleia. A falta de tato na discussão dos assuntos de interesse do governo por parte de Gildevan Fernandes (PV) não tem agradado aos colegas. Na última semana, o verde discutiu com o deputado Sérgio Majeski (PSDB), porque o tucano fez um discurso crítico ao projeto Escola Viva. Gildevan, além de subverter a explicação de Majeski, disse que o deputado era o único contrário ao projeto. 
Da mesma forma que o governo se faz de surdo com os deputados estaduais, age com a sociedade. Até o momento, a equipe de Hartung faz de conta que não ouve a crítica da comunidade escolar ao seu projeto Escola Viva. Faz de conta que não ouve a reclamação sobre a transferência da UTI infantil do Hospital Dório Silva da Serra para Vila Velha. 
Ele também não tem ouvido a reclamação do pessoal da Cultura com o tratamento nada delicado de seu secretário João Gualberto. Faz de conta que não ouve os atletas que estão sem a ajuda do Bolsa Atleta, e faz de conta que não ouve os servidores insatisfeitos com a falta de diálogo e com os cortes de 20% em praticamente todas as áreas. Desse jeito, a população é que vais se fazer de surda em 2018.
Fragmentos:
1 – Começou a surgir na Assembleia uma série de críticas à administração do prefeito de Cariacica, Geraldo Luzia, o Juninho (PPS), por causa das câmeras de videomonitoramento do município. Juninho ficou estranhamente quieto.
2 – Nos bastidores, comenta-se que o Palácio Anchieta teria chamado a atenção de sua base. Isso porque, se o prefeito começasse a reclamar, ia sobrar para o governo, porque em Cariacica não foi instalado o total de câmeras prometido e, entre as que foram instaladas, nem todas funcionam.
3 – O prefeito Juninho ainda aposta na popularidade que tem para levar a disputa de Cariacica no ano que vem, mas contar com o apoio do governo do Estado nesta empreitada, já é outra coisa. 

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