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Grande engodo

Enquanto o Japão reduz em 10 anos o tempo de aposentadoria da população, no Brasil, o governo golpista de Michel Temer (PMDB) aumenta esse tempo em 20 anos, sob a justifica de que a Previdência está quebrada. Isso é uma tremenda de uma sacanagem. A Previdência tem até superávit. Essa não cola.

Se houvesse necessidade, o caminho não seria esse. Se você prorroga o tempo de aposentadoria, mantém o idoso no emprego e quem fica desempregado é o jovem, que precisa dos espaços no mercado de trabalho. É uma situação desigual. Quanto ao recurso, vale lembrar que o dinheiro que o aposentado recebe não é do governo. Ele contribuiu para receber esse recurso por décadas.

O caminho na verdade é a redução da jornada de trabalho, como se faz na Europa e que garante o emprego, a contribuição e a produtividade. A lógica da elite brasileira de sufocamento da classe trabalhadora, com a ideia de quanto mais trabalho e menos remuneração melhor, é que está falindo o País.

Ainda apegados à dinâmica das longas jornadas de trabalho e das poucas ou nenhumas garantias trabalhistas, os patos da Fiesp é que comandam uma política atrasada, ainda do início da industrialização, que quer manter o trabalhador o máximo de tempo possível na fábrica, com poucos momentos de descanso, e sem tempo para as outras atividades da vida, como o lazer e a família. Uma prática desumana e improdutiva.

Diante desta movimentação sem sentido é que a classe trabalhadora deve se mobilizar. Agora, que começa a se desnudar o cenário do golpe, com o prejuízo do trabalhador, é hora de reagir. Não dá para aguentar mais esse golpe na população. Cabe ao movimento sindical lutar para reverter essa situação. O presidente golpista quer se reunir com as centrais para discutir a tal reforma. Não há o que discutir. Nos termos que o governo quer, não há como participar de mais uma cilada para o trabalhador.

Reforma é tiro no pé!

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