terça-feira, março 24, 2026
28.9 C
Vitória
terça-feira, março 24, 2026
terça-feira, março 24, 2026

Leia Também:

Grande salvação

O projeto do governo do Estado para a educação é realmente um caso à parte na política adotada por Paulo Hartung em seu terceiro mandato. Tudo bem que seus artigos publicados no jornal A Gazeta, durante o período em que esteve na planície, eram um arrazoado de linhas abstratas que pouca ou nenhuma relação guardavam com a realidade da educação no Estado ou no País.

As linhas abstratas ganharam forma quando o governador entrou na disputa eleitoral de 2014, levando a educação como bandeiras de campanha. O projeto, porém, era risível. Uma liderança política do porte do governador Paulo Hartung, apresentando solução mágica para uma questão tão complexa, não combinava.

Eleito, Hartung implantou a tal solução mágica, o Escola Viva, que prometia um mundo de fantasias, tão fantasioso, que nem o secretário de educação, Haroldo Rocha conseguiu explicar. A tentativa da base aliada em defender o projeto causa constrangimento para quem entende o mínimo sobre educação até hoje.

O programa é excludente, pouco abrangente e sua eficiência questionada. Enquanto isso, segue a política do arrocho em professores e alunos das demais escolas. Agora o governo quer extinguir os conselhos de escola com menos de 100 alunos, uma forma de dificultar o acesso ao dinheiro do Programa de Dinheiro Direto na Escola (PEDDE). Também seria uma forma dar início ao fechamento dessas escolas.

Ao que parece, o verdadeiro projeto de educação do governo Paulo Hartung parece ser o de diminuir ao máximo a responsabilidade do Estado com a educação. A política de corte adotada pelo governo em todas as áreas não poupou as escolas, os professores e a educação como um todo. Estado afora, o que se vê é muita reclamação da comunidade escolar, que em maioria não aceita a imposição do Escola Viva.

A visão elitista do governo do Estado impede a percepção de que a maioria dos estudantes não tem o dia todo para se dedicar ao programa, porque muitos trabalham ou têm que cuidar dos irmãos menores para que os pais trabalhem, ou querem fazer um curso profissionalizante. Mas o governo dá sempre um jeito de tentar empurrar o discurso de que é o aluno que não quer estudar.

Passados quase dois anos do terceiro mandato de Hartung, o que se viu foi meia dúzia de aliados beneficiados com o programa Escola Viva e o primeiro passa dado na direção da terceirização total da educação no Estado. Lamentável!

Fragmentos:

1 – Com a ausência do financiamento privado de campanha muitos prefeitos estão escolhendo vices que tenham bala na agulha. Mais de 30 candidatos ao cargo tem patrimônio acima de R$ 1 milhão.

2 – Em Linhares, norte do Estado, estão concentrados os mais ricos, três candidatos a vice, dos cinco estão acima de R$ 1 milhão. Desses o mais rico é o companheiro de partido de Guerino Zanon (PMDB), Paulinho da Panan, que tem um patrimônio de quase R$ 8 milhões.

3 – Os deputados estaduais estão começando a se tocar sobre a gravidade da crise hídrica do Espírito Santo. Vários deles comentaram a seca que assola o Estado, na tarde dessa segunda-feira (5) Antes tarde do que nunca, não é?

Mais Lidas